Tag: introspective poetry

  • Quando surge a iluminação


    Quando surge a iluminação

    Os dias estavam tranquilos.
    Nenhuma anomalia acontecia.
    Era um pouco estranho,
    mas tudo percorria naturalmente.

    O medo cessou de repente.
    Tudo se fazia organizar.
    Naquele momento,
    não fazia mais sentido se esconder.

    Sim, tudo aconteceu de uma hora para outra.
    No momento, estou buscando entender
    tudo o que se passou comigo,
    porque nada mais faz sentido.

    Meu cão, onde ele está?
    Tenho um cão?
    Apesar da normalidade aparente,
    os meus pensamentos parecem perdidos.

    Estive pensando sobre esses pensamentos
    distantes, que não parecem ser meus.
    São pensamentos fragmentados,
    fora de contexto.

    Quem sou eu para mim mesmo?
    Quem foi quem penso ser?
    O que importa agora
    é que o dia precisa ser experimentado.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Leveza que nos conduz à tranquilidade



    Leveza que nos conduz à tranquilidade

    Olhe bem para mim.
    Para o meu destino.
    Olhe bem.
    Deitado, observe sua alma.

    Olhe para dentro de minha alma,
    espelho refletindo a tua alma.
    Deitado, observo você fazendo parte de mim,
    sentindo leveza e profundidade.

    Tua alma está em minha alma,
    em um fluxo para além,
    além de tua própria alma,
    dos desejos contidos.

    Leve como pena é como me sinto.
    Sinto uma tranquilidade além da tranquilidade.
    Deitado nos braços de minha dignidade,
    estou tranquilo.

    Estou tranquilo.
    Além dos meus desejos,
    estou como precisava estar,
    além de onde deveria estar.

    Nossas almas estão unidas,
    refletindo essa intensa alegria.
    Distantes de todo o ruído,
    estamos livres e tranquilos.

    Carlos de Campos
    Foto por Caitlin em Pexels.com