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  • Janela

    Janela

    Não dê ouvido à ganância
    Impropriedade da alma
    Movimento falso
    Medo consumado.

    Labirinto de mentiras
    Ilusão desconfortável
    Medo consumado
    Estou atormentado.

    Iminente é a força destruidora
    De uma mente desorientada
    Geme e chora a minha alma
    Por não saber de onde vem tanta dor.

    Em vão reflito
    E distante permaneço do conflito
    Finalmente chego, mas ainda não compreendo
    O desejo é mais forte que a sanidade.

    Os dias são exageradamente idênticos
    Corroídos por ideias banais
    Camuflados de moralidade
    Enquanto a vingança é a alma do negócio.

    Vejo a beleza que há no equilíbrio
    O canto dos pássaros pela manhã
    O rosto de um amanhecer inesquecível
    É a saudade batendo à nossa porta.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Janela do Olhar

    Janela do Olhar


    Um olhar que observa
    No fundo da alma
    De uma alma inquieta
    Solitária.


    Consumida pelo cansaço
    Fadigada por tantos problemas
    Quer chorar e nem isso consegue
    Perdida é como se sente.


    Preciso de uma pausa
    Sou apenas mais uma peça
    Da enorme engrenagem capitalista
    Na minha ausência,
    Tudo continuará normalmente
    Vou relaxar.


    Olhe a natureza
    Os passarinhos fazem somente o necessário
    Cantando, fortalecem o espírito
    Quando foi a última vez que você cantou?
    Cantar só pelo prazer de cantar.


    Tua alma precisa voltar a ser criança
    Viver a vida com mais leveza
    Rir, dançar e namorar
    O segredo é viver o agora.

    Carlos de Campos

    Janela do Olhar
    Foto por Monique Laats em Pexels.com