Onde há carência, impera a violência
São muitas as ações desordenadas,
contraditórias,
desconectadas da realidade,
da pura e simples incapacidade de olhar.
Tag: justiça social
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Onde há carência, impera a violência
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Em tempo de mentira, a verdade precisa ser dita
Em tempo de mentira, a verdade precisa ser dita
Interesses para se manter no poder
Levaram pessoas
A se distanciarem da democracia
Para, no submundo, conspirarem.
É lamentável saber
Que existem brasileiros e brasileiras
Carregando com orgulho
O ideal de um movimento tão promíscuo.
Precisamos nos manter em alerta.
Tal movimento continua operando
Na sombra do medo,
Cresce instigando.
Os detentores da “verdade”
Conspiram na praça pública,
Estimulando discursos de ódio,
Deixam seus rastros pela vida.
Insufladores do medo,
A verdade transparente vencerá novamente.
Perturbadores da democracia,
A segurança popular, firme, resistirá.
Em tempo de atenção,
Seguiremos com paz no coração.
Em tempo de mentira,
A verdade sempre será dita.
Carlos de Campos
Foto por Emir Bozkurt em Pexels.com -
É pela força da bondade que a democracia vence
É pela força da bondade que a democracia vence
No auge da loucura,
insistir na ilusão é sobrevivência.
Quem, em sã consciência, continua com algo assim?
Quem deseja continuar no poder não instigaria?
O fato é que não existe espaço para golpe
em uma democracia vigilante,
mesmo que se encontre em problemas.
No final, a democracia sempre vence.
O que foi a tentativa de golpe?
Camuflada de “legitimidade”,
tentaram nos fazer de otários,
insultaram a nossa capacidade de discernimento.
O que tentaram fazer?
Além de conseguirem fortalecer
os laços democráticos,
os corações dos verdadeiros brasileiros e brasileiras.
O que vimos e vivenciamos
não foram pesadelos,
não foi ilusão:
foi uma tentativa de golpe em plena luz do dia.
O que nos aguarda no futuro?
Como iremos nos comportar daqui para frente?
A força da bondade é a nossa riqueza.
Deixe-se ser tomado por essa força, agora.
Carlos de Campos
Foto por Pixabay em Pexels.com -
A política como ferramenta de justiça
A política como ferramenta de justiça
Nem tudo é o que parece ser.
Existe um movimento grande por detrás,
uma estrutura de inteligência para pensar o próximo passo.
Existe uma organização golpista em curso.
O que precisamos fazer
é jamais esquecer,
trazer cotidianamente em nossas retinas
a triste tentativa de derrubar a nossa democracia.
O sonho golpista se materializou.
Pessoas que se deixaram convencer
e que se perderam em seus delírios.
Golpistas tentaram nos impor o seu regime autoritário.
Deu-se uma catarse de superioridade.
A realidade já não existia mais.
Um golpe que, para eles,
era a única solução.
É difícil, para nós que temos os dois pés no chão,
convencer-nos a naturalizar esse momento,
e nem podemos incorrer na tentação de cometer esse erro.
Ainda existem, no submundo dos corações, tais desejos.
O que podemos fazer para proteger a nossa democracia
é, fundamentalmente, levar a sério o nosso processo eleitoral.
A política, querendo nós ou não,
é o nosso melhor meio para produzirmos um desenvolvimento justo.
Carlos de Campos
Foto por Joel Santos em Pexels.com -
Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação
O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.
Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação
Justiça?
Para quem?
Para quando?
O que se espera da justiça?
Dos longos e exaustivos julgamentos?
Espera-se justiça?
O que a sociedade compreende por justiça?
O que se espera da justiça?
Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?
Ouço o grito do povo
pedindo por vingança.
Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.
Não estou aqui para julgar.
Cada pessoa tem o seu motivo.
Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.
O sol se põe sobre a razão.
É evitável que a justiça seja nossa única solução,
e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.
Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
Queremos justiça em um país sem educação.
Queremos educação em um país sem justiça social.
Carlos de Campos
Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com -
O egoísmo nosso de cada dia
O egoísmo nosso de cada dia
No entardecer da vida seguiremos confiantes. Os desafios são muitos e certamente assustadores, mas é preciso continuar e confiar que nada deve ser motivo de desânimo. Sim, eu sei que é difícil pensar assim.
Sei também que só temos duas opções: uma é desistir. Querem nos convencer de que precisamos desistir e continuar de cabeça baixa diante de quem só nos explora e depois nos descarta. A segunda opção é resistir, insistir, mesmo que tudo e todos tentem nos impedir, porque é exatamente isso que eles querem de nós: que desistamos para que, desistindo, continuem nos humilhando.
Vivemos em um contexto de guerra permanente, uma guerra ideológica em que um lado deseja nos alertar de que precisamos nos valorizar, buscar juntos a justiça social e fazer da vida nossa principal meta.
Que o trabalho seja um dos tantos instrumentos para alcançar o objetivo de ser plenamente feliz, e não um instrumento de trabalho forçado. Vamos em busca do nosso ideal, que é viver e ser feliz. Que o trabalho seja o meio pelo qual produzimos o nosso sustento, e não uma arma de opressão que nos tira tudo: o tempo, a esperança, a mão de obra mal remunerada, que nos destrói por completo para que possamos produzir e gerar a riqueza alheia.
O mundo precisa buscar a justiça social e a solidariedade entre as pessoas. Não existirá paz mundial enquanto houver uma pessoa sem direitos, com seus direitos básicos sendo violados a todo momento.
Precisamos nos livrar da dinâmica vigente que nos faz explorar uns aos outros e que nos trouxe a toda essa carnificina. Tenho a triste impressão de que só pioramos, quando deveríamos estar muito melhor em todos os aspectos humanos e tecnológicos. É preciso superar as nossas diferenças e o nosso egoísmo contundente se quisermos ir a algum lugar melhor.
Carlos de Campos

Foto por Aman Jakhar em Pexels.com -
No auge da transformação, você estava lá
No auge da transformação, você estava lá
O Brasil segue, mais uma vez, em uma nova tentativa de democratizar a justiça social. É uma empreitada de extrema dificuldade, em que uma minoria quer tomar o país para si.
Um país em que a maioria procura sobreviver ao sacrifício diário, levando no peito um único sonho: a esperança de que um dia tudo possa melhorar. “Tudo pode melhorar?”, pergunta alguém, incrédulo.É claro que não existem milagres. Ficar esperando que a justiça social caia do céu como o maná no deserto é continuar girando a mesma roda problemática. O problema é histórico e exige ações firmes voltadas para o longo prazo. Para agora, precisamos arregaçar as mangas e ir à luta.
Essas ações precisam acontecer simultaneamente, dentro e fora da internet. É preciso que as pessoas compreendam que suas vidas podem — e vão — melhorar. Mas, para que isso aconteça, também depende delas: a luta também é delas. Vivenciar a política é dever de todos. Juntos, lutando por justiça social, porque é somente juntos que esse sonho de um Brasil mais justo e solidário pode se tornar realidade.É o momento de renovar as nossas forças, de reciclar a nossa compreensão equivocada sobre a política, na qual fomos educados justamente para sermos desarticulados socialmente. Essa renovação passa por nossa compreensão do que é política, do que é ser político, pelas nossas atitudes, pela busca de nossos direitos, na hora de votar.
É preciso, antes de tudo, desejar essa mudança — porque somente ao desejar estaremos prontos para nos colocar, na prática, como agentes de transformação política e social.É agora ou nunca: continuar aceitando ser explorado ou lutar, pelas vias legais, por tudo o que precisa mudar daqui para frente.
A mudança está em nossas mãos, enquanto sociedade.Vamos mudar ou não?
Carlos de Campos

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Não canto mais por justiça tributária
Não canto mais por justiça tributária
Lá pelas bandas que me exploram,
Sei que o que menos importa
É que eu tenha meu bem-estar respeitado.
Nada é tão repugnante de saber.
Lá pelas bandas que me exploram,
Eu vejo até o que Deus duvida.
Eu vejo a miséria sendo lucrativa,
Eu vejo a riqueza superfaturada.
Nem a pior legião demoníaca é tão desonesta
Quanto a crueldade exercida pelo capitalismo.
Tudo o que toca vira pó,
É espantoso saber que tem muita gente que concorda.
Um império pessoal ou de um país, para sobreviver,
Precisa impor suas condições, sejam quais forem.
Doa a quem doer,
O objetivo é sempre o lucro a qualquer custo.
Lucro exorbitante para poucos,
Miséria absoluta para muitos.
O terror inflacionário é implacável,
Consumindo vidas pelos juros.
Lugar onde nada prospera,
Enormes são as filas da inadimplência,
Onde a maioria não consegue se desenvolver.
Lugar onde se lucra com a pobreza.
Movimento de desconstrução do capitalismo,
Que escancara os altos juros.
Movimento de desconstrução do capitalismo,
Que denuncia que o pobre ainda tem trabalho forçado.
Multidões passam fome,
No cotidiano a pobreza é extrema.
O trabalho é análogo à escravidão,
As pessoas ainda vivem produzindo riquezas para terceiros.
O silêncio dos oprimidos clama por justiça social.
A “liberdade democrática” precariza.
A taxação comercial é a nova pandemia,
Mas quase ninguém se importa.
Meu desolado canto é solitário.
É inútil o canto que eu canto.
Canto o canto dos injustiçados,
Canto o lamento de minha alma empobrecida.
Meu lamento vem de um coração miserável,
De um corpo maltratado pela fome e pelo frio,
E que, quando doente, encontra um sistema perdido.
Meu canto canta por uma boa morte.
Carlos de Campos
Foto por Kindel Media em Pexels.com -
Desejos e sonhos roubados
Desejos e sonhos roubados
É impossível ter desejo de justiça quando se tem o monopólio econômico a seu favor, quando o sol nasce para todos, mas maltrata uma parcela da população mais que as outras. É sempre a mesma conversa, e me parece que continuamos no mesmo lugar: solitário e desiludido. Conversas que não mudam comportamentos e comportamentos que não querem ser mudados.
O mundo precisa de uma sociedade consciente. Consciência, esse é o nosso grande problema: consciência livre de ideologia não existe. Nossa busca pela consciência é genuína, até que atolamos no lamaçal de conceitos viciados, conceitos que nos aprisionam e não nos permitem avançar.
Quem sou eu diante desse mundo de ilusões? De desejos não correspondidos? Quem, do topo de sua mediocridade, é capaz de ver além do que lhe é imposto para ver? Sou quem não quero ser, sou quem me determinaram ser, sou a ilusão de dias felizes, fruto do pecado, das almas escolhidas de um deus construído.
Desde criança, fui ensinado a ver o mundo como os adultos o viam. Cresci e continuo vendo somente pelos olhos de outras pessoas; vejo o mundo pelos olhos de quem detém o poder político, econômico, religioso e midiático. Meus olhos e minha vida estão a serviço dos poderosos.
É irrelevante tentar resistir. Desejos são controlados. Minha existência aqui neste planeta apenas repercute os sonhos e desejos que não são os meus; luto as lutas que não foram escolhidas por mim.
Banido de toda a corte real, meu existir subsiste no submundo, onde luto as lutas que não foram escolhidas por mim. Essa é a realidade, pelo menos é a realidade que flagela meu corpo e mente o tempo inteiro. Realidade que devo suportar. Em uma realidade de cartas marcadas, não há muito o que fazer.
Meus sonhos e desejos são impossíveis de se realizar. Movimento-me para, quem sabe, algum dia, enfim, superar a lavagem cerebral à qual fui exposto. Sonho por sonhar, sonho desejando acordar.
Quem sou eu depois de ontem? O que fui capaz de ver além da escuridão? Dos desejos e sonhos que foram roubados? Em meus dias que se passam, passa também a esperança de um dia estar livre.
Carlos de Campos

Foto por Lisa from Pexels em Pexels.com -
Justiça social é a solução
Sem ditadura!
Quero a democracia!
Quero a proteção da vida!
Quero o amor.
Quero viver em um país justo,
Com responsabilidade ambiental,
Sem a crueldade da atual pandemia,
A extinção da situação de pobreza.
Comunidades fortalecidas por comércios fortes,
Conscientes de que precisam proteger o bem comum,
Onde a segurança pública é para todos.
Onde todos tenham acesso a tudo,
Sociedade justa, criminalidade zero,
Com uma população mais comprometida com a razão.
Carlos de Campos
Justiça social é a solução