Tag: Leitura profunda

  • O corpo e a mão veem os sentidos


    O corpo e a mão veem os sentidos

    O nosso destino está no ver.
    No ver de quem sente,
    no ver de quem ouve.
    Ver é ouvir o sentido.


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    O sentido que vê
    é o mesmo sentido que ouve,
    que sente o sentido do olhar.
    Vê como eu sinto?
    Sente o que eu vejo com o ouvido?

    Sua capacidade de ver está extremamente aguçada.
    Seu corpo se arrepia todo.
    Sua mão suada me toca,
    toca como quem quer ver o que está ouvindo.
    Sua boca deixa sair os sentidos.
    Sua alma está plena em ver o que eu vejo.

    O estado de ver
    é visto nos olhos,
    é sentido.
    As minhas comoções vêm à tona,
    ligadas ao meu ver.
    Eu vejo o que vejo.
    Suas mãos estão frias.

    Suas mãos veem o meu corpo,
    passeiam pelo meu corpo.
    Meu corpo vê os sentidos.

    Carlos de Campos
    Foto por Paulina Bermudez Castellanos em Pexels.com
  • Uma opção é ver, e a outra?


    Uma opção é ver, e a outra?

    Os caminhos são tortuosos.
    Tudo é precário.
    São caminhos,
    caminhos necessários.


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    O que preciso fazer para passar por esse caminho?
    Caminho da desolação,
    do tédio,
    da ilusão à flor da pele.

    Moedor da dignidade,
    dos valores esquecidos.
    Caminham juntos pelos caminhos tortuosos,
    caminham com o risco de não caminharem mais.

    Vê o que não se pode ver?
    Porque, vendo, você descobre a lucidez.
    Porque, vendo, você vê o que eu vejo.
    Vê, porque é preciso ver?

    Diga-me: o que vê?
    Para que lado olhas?
    Vê-se com outros sentidos também.
    Vê-se sentindo o pulsar da razão.

    Jovem ou idoso,
    todos fazem parte desse caminho.
    Caminhos, por muitas vezes, tortuosos.
    Caminho que nos dá a esperança de caminhar.

    Carlos de Campos
    Foto por Dee Onederer em Pexels.com
  • Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Imperfeição!
    É o grito do mundo atual,
    O vislumbre do poder a todo custo,
    O cômodo permanente.

    Quimera!
    Delírios de emoções,
    Autópsia do destino
    Invertidos.

    Imperfeitos!
    É como está a sociedade:
    Beleza desfocada da vida,
    Vida sem sentido.

    Imparcial é como nos movimentamos:
    Imparcial no amor e na dor,
    Imparcial no lazer e no trabalho,
    E imparcial em uma vida negligente.

    Falidos é como estamos,
    Emocionalmente derrotados,
    Em uma sociedade egocêntrica
    Que finge amor pela vida.

    Homem!
    Boca aberta,
    De espírito descontrolado,
    O mundo em pleno fracasso.

    Carlos de campos
    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com