Só em mais um dia, essa solidão que insiste em ficar fica, a todo instante, a me recordar que este é mais um dia em que estou só.
Somente eu e a minha solidão, solidão só, com sua presença — presença fria, distante de nós.
Minha cara solidão, então vem, me abrace a noite inteira, me faça senti-la até os sentidos sentirem o que já não existe mais.
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A solidão é noite passageira dos nossos sonhos tardios... O sonho de uma noite de solidão.
É mais uma noite, e estamos sós: somente eu e a minha solidão, eu — e toda essa multidão.
No anoitecer, você chega, chega em silêncio... em um silêncio eloquente. Você se aproxima e me abraça a noite inteira.
Carlos de campos
Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro! Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente? Toda opinião aqui é bem-vinda. Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos. Comente com o coração. Seja qual for sua visão, ela importa.
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Este não é apenas um poema que se lê — é um poema que lê você. Ele reconhece, em silêncio, os lugares onde o tempo deixou marcas: dor, saudade, arrependimento, maturidade. Não tenta convencer. Apenas revela uma verdade universal: o tempo não é neutro. Ele molda, esvazia, esculpe… e, às vezes, sepulta. Cada verso é um espelho — e cada espelho, uma travessia.
No passar do tempo, instante desfeito
No existir do tempo, o tempo nos comove. Diante de tua grandeza exuberante, o tempo deixa de existir.
Sou o tempo que passou, o tempo que se faz presente, o tempo em construção permanente. Sou o tempo em tempo.
Tempo em tempo, a vida dita o ritmo. Em tempo, em tempo, a vida vai se esvaindo.
O tempo é quem me mantém vivo, ditando o ritmo sinistro. O tempo vai... e, com ele, também vai a minha paz.
No fim do tempo, existe uma pessoa que pensa e se incomoda. O tempo é irremediável, e o fim geralmente é negado.
O tempo amadurecido é o tempo de ser colhido. É tempo da aceitação, tempo da mais pura transição.