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  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

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    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
  • Preguiça

    Preguiça


    Preguiça
    Que me envolve
    Em seus braços.


    Me deito e logo adormeço
    No colo de quem me tem nas mãos,
    De quem tenho dificuldades de me libertar.


    E onde quero permanecer,
    Entregue,
    Absorvido.


    Um a um,
    Meus músculos e membros vão se entregando,
    E livremente vão se acomodando.


    Meu corpo é levado ao máximo do relaxamento.
    Estou rendido,
    Gosto de estar exatamente assim.


    Preguiça,
    Só os vagabundos a ridicularizam,
    Enquanto os trabalhadores a veem com bons olhos.


    O sensato encontra em ti repouso,
    No aconchego do não fazer nada.
    Preguiça, alicerce de uma vida saudável.


    Carlos de Campos
    Foto por Lucas Pezeta em Pexels.com
  • Que meus dias sejam sempre intensos

    Que meus dias sejam sempre intensos 

    Tuas mãos macias
    Teus olhos atentos
    Ouvidos entregues a ouvir
    Enquanto, tua boca, balbucia.

    Na meia luz do seu quarto
    Se vive com aquela constante impressão
    De que está sempre à espera do momento certo
    O momento de continuar sentindo.

    Põem-se a balbuciar novamente
    O mistério que envolve essas linhas
    Olhar atento a deslizar nas folhas, com alegria.

    Profunda é a entrega
    Intensa como alguém que está amando
    Que livremente vai se entregando.

    Carlos de Campos

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    Gratidão!
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Mãos

    Mãos 
    
    Mãos que tocam 
    Mãos que protegem 
    Mãos invisíveis aos olhos. 
    
    Carlos de Campos 
    mãos
    Foto por Kaique Rocha em Pexels.com