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  • Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60) O destino está lançado

    Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60)
    O destino está lançado

    O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando.
    O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.

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    Em noites de solidão, estarei aqui

    Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas.
    Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.

    O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim?
    O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.

    Carlos de Campos

  • Mãe natureza

    
    
    
    
    
    Mãe natureza 
    
    Caminhando pelos campos 
    Vou desfrutando do agradável frescor 
    Sem pressa, vivo o momento
    Em que o silêncio se faz presente.
    
    Andando por entre as árvores 
    Tocando a essencialidade 
    Removendo toda a toxina corporal
    Experimento, naturalmente, a saúde que me é oferecida. 
    
    Mais adiante, avisto uma pequena nascente 
    E no silencioso borbulhar de sua fonte 
    Vai se formando um caudaloso rio de águas límpidas
    Oferecimento de uma natureza que, constantemente, se doa.
    
    O corpo relaxa 
    Contato com a natureza
    Harmonia completa 
    Com  Kami Yamaki Urihipë, Nossa Terra-Floresta. 
    
    O homem, com sua ganância, espalha destruição 
    Mortes provocadas sem qualquer pudor 
    Arrogância de quem acredita que pode sobreviver 
    Sem a vitalidade doada pela mãe natureza.
    
    Carlos de Campos 
    
    
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    Mãe natureza presente.
    Foto por Josh Hild em Pexels.com