Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60) O destino está lançado
O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando. O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.
Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas. Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.
O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim? O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.
Mãe natureza
Caminhando pelos campos
Vou desfrutando do agradável frescor
Sem pressa, vivo o momento
Em que o silêncio se faz presente.
Andando por entre as árvores
Tocando a essencialidade
Removendo toda a toxina corporal
Experimento, naturalmente, a saúde que me é oferecida.
Mais adiante, avisto uma pequena nascente
E no silencioso borbulhar de sua fonte
Vai se formando um caudaloso rio de águas límpidas
Oferecimento de uma natureza que, constantemente, se doa.
O corpo relaxa
Contato com a natureza
Harmonia completa
Com Kami Yamaki Urihipë, Nossa Terra-Floresta.
O homem, com sua ganância, espalha destruição
Mortes provocadas sem qualquer pudor
Arrogância de quem acredita que pode sobreviver
Sem a vitalidade doada pela mãe natureza.
Carlos de Campos
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