Mistério que envolve a vida, Ferida que sangra e não tem cura. Mais além de você, Só você mesmo.
Diante da vida, existe a morte. O desejo incontido de sobrevivência Nos leva ao ostracismo. De repente, tudo para.
No último suspiro, Finalmente conseguimos a emancipação da Terra. Homem parado, sem questionamentos, Na ilusão da vida, recebemos a morte como prêmio.
Não existe defesa contra a morte, Nem acordo de rescisão. A morte é abusiva, Com poder opressor.
Com sua força, abusa do poder, Eliminando a todos — amigos e inimigos —, Atraindo para si olhares invejosos, Ostentando ganância em meio à miséria.
Seu poder e fama voam pelo mundo. Inveja e incerteza são os seus companheiros. Tudo o que ofereci foi por medo. A cada segundo, é mais um passo para o fim.
Caos no trabalho é difícil de administrar São horas sem saber a verdadeira razão Cada um administrando como pode, Mesmo sem o patrão saber.
Alguém viu o lucro que poderia ter e inventou o trabalho. No final do dia, dá trabalho viver com o trabalho que faço. É uma espécie de “chora menos quem manda”, É a valentia de quem nunca trabalhou.
Quem deveria acordar acha fofo o emprego que tem: Insalubridade, pagamento atrasado e pressão psicológica. Existe honra nisso? Ser a maior força que com mais facilidade se pode manobrar.
Movimento a exploração da mão de obra: Morreu trabalhando, morreu com honra. Seja você o agente transformador da boa vida do seu patrão, Só não se esqueça de que você é facilmente descartável.
E o que encontro pela estrada da vida? Encontro a companhia de quem não quero. Quero o imperativo do desejo, Do querer estar em sua companhia.
Quem quis o que não podia ter? Quem, diante do medo, não se expõe? Ninguém sabe o que deseja realmente; O que queremos, muitas vezes, é obscuro.
Indo ao encontro da sorte, Dos milagres oportunos que a vida reservou Aos pobres desantenados, Bem quis a vida que nós nos encontrássemos.
Em meu teatro de oportunidades, Do baixo ao mais baixo da vida, Na difícil tarefa de amar, Os encontros obscuros.
Um fiel escudeiro do amor é o que sou, Do amor que promove o encontro e o desencontro. Dentre segredos guardados a sete chaves, O amor é com quem não quero estar na estrada.
A nossa fidelidade busca compromisso, Impossível para os dias de hoje, Insustentável, para dizer o mínimo. A nossa fidelidade é vacilante.
Imagine o fluxo do desejo, O preocupante demônio, As fábulas inventadas para te seduzir, Percorrendo, dia a dia, o seu corpo.
Em cada corpo existe um segredo Que anseia ser descoberto, Que precisa ser manipulado com as mãos. Não beijo o lábio que guarda este segredo.
Na verdade, o segredo busca ser revelado. É trabalhoso, essa busca. O que nos aguarda é muito prazeroso. A postura valente de quem busca sempre é recompensada.
Mova o lacre! E perceba o destino sendo traçado, As leis naturais se organizando. Ali embaixo existe sempre um mistério a ser descoberto.
Negar é trair o outro, É ser infiel aos desígnios naturais. Dose apurada do mais puro desejo — Sórdido é ter que continuar a guardar esse segredo.
Carlos de Campos
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O sol aquece o corpo ferido de morte. Tudo nesta vida é dor e sofrimento, É conflito e mais conflitos, É uma constante guerra sem fim.
Um instante, um único vacilo, e tudo se vai, Sem aviso ou uma última refeição. Tudo simplesmente evapora, A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.
Desvio o olhar por um instante. Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza. Oh, como a senhora Beleza é plena! Habita no olhar inocente de uma criança.
Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza? É possível que um coração iludido se recupere? E como posso vencer o mal? Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?
O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio. A mente busca por salvação. Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida, Para que um dia, contigo, eu possa estar.
Sentir é uma magia Que toma conta de nossa mente E nos leva a um mundo de fantasia, Para muitos, uma realidade sem volta.
Sei que nem todo mundo Entra nessa vida de fantasia por opção; Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam, Nem sempre foi por livre opção.
Um refúgio seguro é o que se busca Numa fuga desesperada, Dolorosa existência, Incinerando a mente de um mundo doente.
A mente acelerada se desfaz; Uma a uma, as ideias já não fazem sentido, Tudo volta a ser primitivo; Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.
Mente em fuga, distópico, nuclear.
Desejos irrealizáveis cobram — o seu preço.
Distante, da realidade, vivo — no mundo da fantasia.
Mente em colapso total, volta para o mundo primário —
viver, inseguro, por falta de realidade.
Realidade que se vive (com presença de espírito).
Carlos de Campos
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Título: “O desafio de ser amor para si e para o outro” — Uma conquista orgânica que me inspira a seguir! ✨
Resumo da Jornada: 📌 Tempo para alcançar o topo: 2 horas. 📌 Tempo no topo até agora: 20 horas (e mantendo a liderança!). 📌 Resultados competindo: Cerca de 60 milhões de páginas. 📌 Crescimento orgânico: 100% natural — sem impulsionamento pago. 📌 Expansão: Presença destacada no Instagram, Blog, YouTube e TikTok.
Reflexão: Esta conquista não é apenas sobre números. É sobre o poder da palavra escrita, da emoção sincera e do amor que, quando compartilhados com verdade, encontram eco em muitos corações.
Gratidão a todos que acompanham e compartilham essa caminhada de poesia, memória e sentimento. Vamos seguir espalhando amor, reflexão e transformação! 🌹
“O amor é incompreendido por transportar a leveza em si; para muitas pessoas, isso é assustador.”
Nem todas as pessoas estão emocionalmente preparadas para se ocuparem dos desafios que o coração apaixonado enfrenta. Amar e se deixar amar é um tanto complexo.
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Amar e ser amado envolve aceitação mútua e livre de toda a bagagem histórica que ambos trazemos para esse relacionamento. Aceitar a história do outro, enquanto vou aceitando a minha própria história.
É preciso estar inteiramente despojado de qualquer armadilha mental, saber discernir a realidade que precisa ser trabalhada da fantasia que muitas vezes produzimos como autodefesa — sabe-se lá do que estamos nos defendendo. Mais que atenção ao outro, é preciso estar sempre vigilante de si mesmo.
O desejo de encontrar o grande amor, ou até mesmo de ser esse grande amor, tende a ser um enorme risco quando não compreendemos que não existe alguém que consiga assimilar o amor de maneira perfeita, e que nós nem sempre conseguiremos ver o todo de maneira clara e objetiva — e que, por muitas vezes, o que iremos receber são falhas e ausências.
O amor é uma energia perfeita que permeia tudo e todos ao mesmo tempo, na espera de ser acolhido por cada um de nós. Nós é que carregamos uma história sofrida — história da qual nem sempre temos consciência — e que, por muitas vezes, nos dificulta ter a segurança necessária para estarmos completamente abertos a essa energia amorosa. O amor é um sentimento desafiador porque está sempre nos colocando em risco. Amar é correr riscos; amar exige compromisso e cultivo diário de ambos os agricultores. Antes de decidir amar, saiba: não existe outra escolha. Ama-se ou ama-se. Qualquer coisa fora disso não é mais amor.
Apesar de tudo, a nossa história não pode ser obstáculo para nos impedir de amar e de viver uma história real e verdadeira de amor. É preciso, com paciência e muita diligência, se abrir aos conselhos intuitivos que a energia do amor sempre está nos dando.
Empenho-me em dissuadi-lo dessa ideia, ideia que não se sustenta mais. E me comprometo a estar ao seu lado, especialmente quando tudo for só ilusão.
Os dilemas são constantes. O ideal é ter estabilidade, ancorar-se em resoluções, no mínimo, palpáveis, interiorizando o que se tem de melhor a oferecer.
Admira-me ver as coisas como estão. Entender o que se passa tornou-se fundamental. A felicidade, hoje, passa por essa compreensão: para quem ou para o quê a sua atenção está voltada?
Fala-se muito e tão pouco se ouve, e, quando se ouve, ouve-se somente o que se deseja. Torna-se difícil a vida dos seletivos, encapsulando-se em um mundo em que não se admitem contradições.
Iludidos — é como estamos. E, por isso, é preciso manter os dois pés no chão, saber lidar com as diversas contradições, contradições que nos permitem evoluir.
Não existe beleza sem defeitos, muito menos verdade pronta e acabada. A vida é uma contínua construção social, em que cada indivíduo oferece o que tem de melhor de si.