Nossa maneira de pensar a vida
São mil as maneiras de pensar sobre a vida
Em que a minha maneira é uma dentre muitas
Existe a nano-compreensão
Diante do macro-organismo que é um existir.
São mil as maneiras de pensar sobre a vida
Uns certos
Outros errados
Uns quem sabe um tanto equivocado.
São mil as maneiras de pensar sobre a vida
Houve, quem matou para impor uma opinião
E quem liderou para garantir a libertação.
São mil as maneiras de pensar sobre a vida
São mil as maneiras de respeitar o outro
E uma única maneira de ser um ser humano digno.
Carlos de Campos
Um coração que sofre
No desejo absoluto
Entrego o coração
Na mais triste desilusão
Mergulhar de cabeça nunca é bom.
Nem tudo são flores
Existem desamores
Nem tudo é como gostaríamos que fosse
O ideal é estar fora dessa fossa.
Flores despedaçadas no jardim
É como anda o coração
Frio e quase sem vida
Na mais sórdida solidão.
Quando o coração se entristece
Pede para que todo sofrimento cesse
Vai deixando pedaços pela vida
Cheio de agonia.
Ao coração me dirijo
No mais profundo do ser
Quem um dia amou
Hoje, somente sofre.
Carlos de Campos
Prevalece a verdade
Ligações deterioradas
Revelam mais quem somos
O que queremos
E tudo a cada dia fica mais estranho.
Migalhas vamos colhendo pelo caminho
Eco é só o que encontramos
Distorções nas informações
Vão sendo deixadas para trás.
No cabide do quarto tem um casaco
Se consegue ver
Um envelope de cor azul
Quais devem ser as reais intenções?
Nega ser o dono
Do casaco pendurado no cabide do quarto
De portar um envelope azul
De ser quem dizemos que é.
Pare com as mentiras
Querendo ou não, a verdade prevalecerá
Confia no tempo
No final confessará.
Carlos de Campos
Lugares desconhecidos
Nada e ninguém
Deve-se impor sobre o outro
Com sua deselegância
Mentiras ou contradições.
As pessoas estão inflamadas pelo ódio
Pela desigualdade social
Injustiças gratuitas
O mundo segue doente.
Seguem cultivando ainda mais o ódio
Desejando vingança
Tomados de incoerências.
Hoje, a sociedade segue por um caminho perigoso
Buscando inevitavelmente sua própria instição
Quem vive com ódio, morre pelo ódio.
Carlos de Campos
Enganado por sua mentira
Manipulação
Atitude de destruição
Caroço entalado na garganta
Fica um desejo de vingança.
Mentiras
Desinformação a qualquer custo
Teorias doentias como alucinógenos
Tudo pelo poder.
Leis que garantem a Democracia
Amada pelos honestos
Vilipendiada pelos desonestos.
Tudo vem a superfície
E sob a luz
Prevalece a verdade.
Carlos de Campos
Nada além de tristeza
Deitado e com uma tristeza
Absorvido em tantos pensamentos
Dentro de mim é só agonia
Nada, além disso.
Na envolvente saga do viver
De tantas maneiras de ver a vida
Tantas coisas para se desfrutar
Pessoas para encontrar.
Tantas aventuras para experimentar
Porém, só consigo me sentir triste
Vítima, vitimizado pelas circunstâncias
Aceito a companhia desagradável da tristeza.
Inclinando-se sobre a minha face
Beija-me, com o beijo da amargura
Dias sóbrios
Estou mais uma vez ferido na alma.
Há um incômodo ao meu lado
Dirigindo essa minha vida inútil
Uma vida de escolhas erradas.
O destino é implacável
Enlouquece qualquer pessoa
Para cobrar as escolhas erradas.
Carlos de Campos
Redescobrindo o amor
O amor é capaz de curar as nossas feridas
E nos fazer enxergar o nosso valor
De encontrar o nosso centro
Quem ama, ama independente dos fatos da vida.
O amor é a solução para a humanidade
Nos ensina a viver
Olhar para o lado
E a redescobrir que existe o outro.
Quem desanimado deixou de acreditar na força do amor?
E se encontrou em um deserto ainda pior?
Uma vida sem amor é muito triste.
Se abra a experiência do amor
Como se fosse a primeira vez
Conte com sua experiência anterior.
Carlos de Campos
Nuanças
Mais que mil palavras para descrever
Mais que mil sentimentos para se expressar
Um sonho que não se pode realizar
De uma vida limitada.
Sem palavras é como me sinto
Sem alma é como vivo
Obviedades de uma vida fracassada
Em um mundo de falsidades.
Longe é como quero continuar
Deixado para trás
Esquecido no além-túmulo.
Não me sinto confortável nesse existir
Falta-me coragem para prosseguir
Despeço-me, sinto muito.
Carlos de Campos
Prisioneiros de uma existência frustrada
Baderneiros vivem a incomodar
Sem projetos
Sem compromisso com a lei
Acreditam serem superiores.
Desvirtuam o conceito de honestidade
Desviando deliberadamente a nossa frágil atenção
Nos sufocam com historinhas
São incapazes de pensar nas consequências.
Querem somente o poder
Passageiros de uma vida traiçoeira
O que sobra de uma existência assim?
Somos indigentes
Encarcerados em convicções equivocadas
Nada, além de delinquentes nessa existência.
Carlos de Campos
Balanço da vida
Balanço
Para lá e para cá
Me fazendo delirar
As preocupações vão embora.
Marcando o tempo
De tanto destempero
Que a vida me proporciona
Fazendo me distanciar.
Em um ritmo estranho
Que invade a minha mente
Me perdendo em meus pensamentos.
Para lá me vejo balançar
Para cá vejo o fim
As últimas voltas do relógio me faz chorar.
Carlos de Campos