Dói saber O mar da vida está escasso Vai só piorando É possível observar o lodo.

Quem na vida é realmente feliz? Fica esbanjando simpatia? No quarto, vem a verdade A nossa infelicidade.

Quem você é? Toma consciência de quem você é Assuma sua direção Descartando todos os medos.

Endurecimento da vida É sobre quem não gosto de ser Não encontrei caminho diferente Permaneço estagnado.

Um lado pouco visto Desejado a ser sentido Sempre escondido Cada um tem seu lado depreciativo.

Intenção à solidão Conjunto de estrelas Cada um à sua maneira Isolado no obscurantismo.

Cada brilho merece sua atenção
Intensa atração

Juventude O desejo o mantém certo Fortalecido na esperança Que não descansa E nem se cansa. No encanto dessa noite Corações batem afeitos Segundo por segundo Fluxos sanguíneos podem ser sentidos.Compre o livro pelo site Caravana Grupo Editorial A hora está congelada no tempo passado Tempo em que desperdiçávamos o tempo Que acreditávamos que éramos jovens eternos Só agora é que percebemos que ficamos “velhos”. Longe está o sentimento O amor vivo e verdadeiro Intenso e um pouco selvagem Bem longe se encontra. Ouço corações quentes Inquietos entoam Sussurros de desejos Em plena harmonia. O sonhos deixam rastros pela vida Encurtando os nossos sofrimentos Cadenciando nossa busca frenética pela solidão Amor de almas distantes. Carlos de Campos

Busco coragem para melhor viver No entardecer de mais um dia de trabalho Uma sensação térmica agradável O som da cidade, vai dando espaço para um breve silêncio Silêncio é exatamente o que busco. Uma pausa reconfortante Em um cantinho Para o equilíbrio Viagem interna Faz parar tanta agitação. Desleixo para com a vida interior Justamente, com a vida que determina a nossa continuação Para se ter uma vida plena é preciso buscá-la É preciso coragem para mergulhar em si. Impossível é caminhar por essa existência Deixando pra lá O lado oculto da nossa vida. Lançar um olhar observador Para onde sempre evitamos olhar Aterrorizados com este encontro É como ficamos diante dessa situação. É uma quantidade imensa de nós que precisamos desenrolar Nós, extremamente apertados A ponto do nó, nem ser mais um nó São assim, os nós de uma vida bagunçada. Finalmente, tomo essa duríssima decisão De desatar os nós dos problemas Mesmo não sabendo como proceder Mas, na total esperança que, só basta começar. Tudo, por mais duro que seja Sempre tem um retorno positivo De uma vida interior corrompida Mesmo aí, se pode encontrar pedras preciosas. Mesmo que a vida seja, muitas vezes, injusta É necessário buscar coragem Ser como o balanço que vive centrado no seu eixo É na coragem que se precisa confiar. É melhor viver querendo ser feliz Não dando brecha, por menor que seja, a qualquer tristeza Só existe beleza em um viver Que, pelo menos, deseje viver plenamente. Levar uma vida que cultive a vida interior Que cuida do que é provocado a sentir Com determinação, coragem e resiliência Estará sempre pronto a retomar no outro dia. Carlos de Campos

Morte A morte não é privilégio de alguns Mas é uma certeza para todos É a nossa maior paranóia Nosso medo desde cedo E, também, um tanto, desejo Um chá revelação Da nossa mais profunda covardia. Covarde é o que somos Nos escondendo na própria vã esperança De que ela não nos encontre O tempo vai passando E todas as tentativas se esvaem. Covarde que somos, tememos esse encontro marcado O inadiável encontro com a morte Nosso bem supremo Nosso justo juíz. Sem tentativas de fugas Sem adiamento Sem hábeas corpus Sem novo agendamento. No dia e hora marcados Lá estará ela a nos esperar. Não existem acordos para adiar esse encontro Covardes! Coloquem-se em seus devidos lugares Vossa vitalidade vai se esvaindo todos os dias Em nada, suas riquezas lhes serão úteis. Indignos desta vida, somos todos nós Não existe, entre nós, nenhum inocente Somos todos criminosos Perdemos a conexão com o planeta Com a própria vida que emana dessa simbiose. O não como objetivo de vida Um bem que faço para mim Despir-me do que me impede Ao que me pedem Que eu possa, solenemente, dizer não. Para seguir feliz na vida Com a minha consciência leve Por ter conseguido superar A minha incapacidade de dizer não. Em meu novo ciclo O desejo foi reprimido pelo sim autoritário Sim, para fazer algo que não queria fazer Para tão somente viver das incoerentes aparências. Minha emoção vivia em frangalhos Dominado pela educação do século XIX Sim, mesmo que não quisesse Sim, para não ser grosseiro. Longe de ser repetitivo Dizer "sim" pra tudo, não nos torna melhores Um "sim" pode ser, por demais, desgastante. O meu sim, de agora em diante Será pautado pela reflexão Para que a resposta seja sempre um "não" verdadeiro. Carlos de Campos
