Ódio visceral
Nuvens sobrecarregadas
Transformando o dia numa noite fria
Cordialidade violentada.
Identificado com o mau
Gaba-se de atos violentos
A todo tempo desdenha da justiça.
O fracasso em sua vida é o seu alimento
É o que dá sentido às suas perseguições
Buscando intimidar apenas os mais vulneráveis.
“Poder”, é o que acreditam ter
Deixam suas fraquezas expostas
São consumidos por seu ódio doentio.
Carlos de Campos
Fico feliz com sua presença! Se tiver alguma opinião ou sugestão, deixe um comentário abaixo. Caso queira compartilhar com seus amigos, fique à vontade! A disseminação da poesia é sempre bem-vinda.
Covardia
Onde o medo fala mais alto
Perdido entre os escombros
O covarde trabalha nas sombras.
A mordaça machuca a boca
Cano da arma na cabeça
Sangue escorre na calçada.
Baleado no peito
O socorro dá preferência ao CPF
Sangue nutrindo a violência.
Quando tudo isso acabar
O medo for vencido
E o terror superado.
Sangue, posso sentir o seu cheiro
Na vala comum onde me encontro
Cravejado de balas está o peito da pobreza.
Carlos de Campos