Tag: migalhas

  • Sangue escorrendo

    Sangue escorrendo

    Não dá para ter dignidade
    Se não sei o que será de mim amanhã.
    Se vivo em um sistema de incertezas,
    Em um mar de opressão.

    Sangue escorrendo, opressor feliz,
    No fim de uma vida, vivendo de migalhas.
    Quanta sacanagem.
    Só agora sei que não sei.

    Como se libertar dessa máquina de moer gente?
    E deixar de ser um simples burro de carga?
    Preciso me libertar dessa opressão.
    Quanta sacanagem.

    Carlos de Campos
    Foto por Olga Petrova em Pexels.com
  • Vida sedimentada

    Vida sedimentada 
    
    Permanente é o devaneio 
    Como, também, é contínuo
    Intenso
    Porém, não passa de devaneio.
    
    Vou recolhendo as migalhas deixadas pelo caminho
    Caminho longo
    Sem discriminação ou falsas promessas
    Sem hora e nem espera.
    
    Ter medo faz parte da existência 
    Impondo a nós profundas observações 
    Mesmo sabendo que o medo é o pior dos sentimentos.
    
    O medo que nos faz viver das migalhas
    Nos fazendo perder ¹/4 da vida
    Vida sedimentada na própria história.
    
    Carlos de Campos 
    
    LANÇAMENTO
    
    Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.
    
    Sobre o autor
    
    Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.
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    Vida sedimentada 

Permanente é o devaneio 
Como, também, é contínuo
Intenso
Porém, não passa de devaneio.
    Foto por Hakeem James Hausley em Pexels.com