Numa tarde qualquer, um homem desorientado, embriagado por mágoas. Longe dos olhares que o condenam, pessoas iguais a mim. Sou cão sem dono, sem princípios. Aos homens como eu, digo apenas uma coisa: tudo é tempo. Tempo que passa, que passa longe de mim. Nada melhor que o tempo para nos curar.
A noite está fria, sigo em claro, pensando na saudade que vou sentir. O tempo aqui passa devagar, quase inexistente na velocidade de um conta-gotas. Lugar frio onde constantemente paira o cheiro de morte, bom para morrer de qualquer infecção pulmonar. Vou parar de escrever porque chegou a minha vez.
Um dia, me encontrei por acaso com um amigo de infância que, um tanto perturbado, me disse sem mais nem menos que não éramos mais os mesmos. Com um sorriso desconfiado, cumprimentei e fui embora. Hoje, sou pego de surpresa refletindo se sou ou não o mesmo.
O que pode ser comparado quando duas almas se encontram e, desse encontro mágico, se tornam íntimas? Acredito que não existe nada igual, especialmente quando essas mesmas almas são íntimas, mesmo estando com seus corpos distantes.
É tarde da noite, e os minutos demoram a passar. Nenhum pensamento é capaz de me acalmar. O dia chega, e com ele vem o estresse provocado por mais uma noite de pura insônia.
Deitada há algumas horas, ela acorda e escuta barulhos vindos de outros cômodos da casa. Está sozinha. Ao ouvir o ruído, é tomada pelo medo, um medo paralisante. Em sua mente, passam todas as possibilidades terríveis, exceto a determinação de se levantar para verificar a origem do barulho e acabar com a angústia.
Condomínio Amaldiçoado
O barulho aumenta à medida que se aproxima cada vez mais do quarto onde ela está dormindo. Ela está suando frio, consumida pelo medo e desespero. Sua angústia a sufoca, e ela não consegue sequer sussurrar um pedido de socorro. O barulho para diante de sua porta, que começa a se abrir. Ninguém poderia imaginar que todo esse alvoroço vinha de um rato faminto em busca de migalhas de comida.
Havia uma pequena vila onde as coisas eram simples e as pessoas viviam em harmonia. Um dia, uma disputa surgiu sobre qual era a melhor opção em todas as situações. Alguns argumentavam que a sabedoria era fundamental, enquanto outros defendiam a coragem. No meio dessa discussão, um sábio senhor sugeriu que, na verdade, a melhor opção era a boa vontade. “Quando tudo é simplesmente boa vontade, a felicidade sempre será a melhor opção”, afirmou ele. As palavras do sábio ecoaram pela vila, trazendo consigo uma compreensão renovada de que, no fim das contas, a boa vontade era o alicerce para uma vida verdadeiramente feliz. E assim, a vila aprendeu que a simplicidade e a bondade eram tesouros inestimáveis.