Tag: montanha

  • Montanha

    Montanha

    Queimadas vão devastando tudo
    Só barram tardiamente
    Lágrimas não são mais suficientes
    A indiferença tomou conta da gente.

    Céu azul vibra vividamente
    Morte em uma terra superaquecida
    Existe falta d’água
    A beleza não mais se vê.

    Tanto faz que horas são
    A destruição sempre tem hora marcada
    A nossa ganância é como um rolo compressor
    Quando menos se esperar, pagaremos o preço.

    Vivo na tristeza
    Nas alucinações
    No dia e noite que sou sufocado
    Impedido de ver o que precisa ser visto.

    Altas são as montanhas elevando suas orações
    Na esperança de conter a fome insaciável do homem
    Aguardando o nascimento de um novo dia
    E isso vale cada sacrifício exigido por essa luta.

    Medo
    Misturado a momentos de esperança
    De um esperar torturador
    De quando veremos o céu azul novamente.

    Distante do próprio coração
    Das lágrimas que secaram
    Do ódio que tomou o lugar do amor
    Da vida que morre.

    No fundo da alma
    Quem sabe nos encontraremos
    Para confraternizarmos
    Celebrando o dia da verdade que se faz necessário

    Em meio ao calor das meias que esquentam os pés
    Do frio que assola a noite
    De muitas vidas indigentes
    Sabemos o que precisamos saber.


    Luta
    Destino
    Um abraço negado
    Das vidas que foram passando.

    Subo a montanha íngreme
    Vencendo as dificuldades de uma vida inteira
    Desconhecimento é o provoca as queimadas
    Que devasta a história de toda uma vida.

    Tudo se repete
    Fazendo tudo voltar
    Constantemente
    No sofrimento que se renova.

    Bem e mal
    Sincronicidades
    Desejos insaciáveis
    Vida que depende da fome do querer

    Vislumbro o caminho
    Posso ver a montanha
    Me prostro aos seus pés
    Formosura e altura me apequenam.

    Nos pés da montanha revivo o respeito
    Provocado por uma submissão transcendental
    Das vozes que ouço
    Descendo a montanha
    Que se torna provocante.

    O engano pede por mais engano
    Submeto os meus desejos
    A um pacto de amor involuntário
    Que não é mais amor.

    Liberdade
    Prisão
    Amor
    Desejos de jogos sexuais.

    Tudo
    Nada
    Talvez
    Talvez sejam delírios outra vez.

    Lucidez
    Conflito entendido provoca lucidez
    Desfazendo todo o mal pela raiz
    Descontinuando o que insistia em continuar.

    Perturbador
    A épica luta do homem contra Deus e o diabo
    Da luta do homem contra si e as instituições opressoras
    Mudar é preciso
    Reconquistar é direito.

    Liberdade
    É grito ancestral do homem
    Vida acorrentada a tudo o que é mesquinho
    Quanto vale viver essa vida?

    Tantas são as coisas que precisam ser resolvidas
    Tantas vidas desperdiçadas
    Não existe um viver plenamente feliz
    O que precisa existir são vidas engajadas plenamente, buscando serem felizes.

    Migalhas de prosperidade
    Essa é a escolha
    Ser ético é nossa obrigação
    Basta de molecagem.

    Lá no campo devastado
    Existe uma luz
    Que ilumina intensamente qualquer noite escura
    É lá que se pode encontrar a solução.

    Na montanha íngreme
    Pela queimada que provocou tantas mortes
    Mas, nem tudo é dor e ressentimento
    É, também, a possibilidade de transformação da dor e do ressentimento em alegria.

    Dificuldades nos campos por conta das queimadas
    Lágrimas que não sentem mais nada
    Tudo como fruto do constante medo
    Amorosa, continua sendo a solidão.

    Montanha 

Queimadas vão devastando tudo 
Só barram tardiamente
Lágrimas não são mais suficientes
A indiferença tomou conta da gente.
    Foto por Ozan u00c7ulha em Pexels.com
  • Montanha monumental

    Montanha monumental
    
    Montanhas monumentais...
    Imensidão...
    Como a montanha, assim é, igualmente, a nossa mente
    Somos nós quem determinamos
    Qual a montanha será o nosso monumento mental ?
    
    Nevasca...
    Uma deliciosa atração natural, quando moderada
    Podemos até moldar o que desejamos.
    
    Nevasca emocional...
    Devemos moldar as possíveis soluções
    Para superarmos o frio aterrador.
    
    Verão escaldante...
    Hidratação, para termos um verão saudável
    Bebidas frias é uma solução refrescante.
    
    A mente que cultiva problemas
    É um deserto de 50 graus acima de 0
    É como a mídia louca e incendiária.
    
    Livros...
    Para refrigerar o cérebro
    Conexão entre o corpo e a mente.
    
    Ir ao encontro de quem lhe dá prazer
    Ir ao encontro de situações relaxantes
    Ir ao encontro de si mesmo.
    
    Nenhuma outra fórmula é tão mágica como essa
    Se amar para desacelerar.
    
    Mente calma
    Vida repleta de saúde
    Vivência do equilíbrio emocional.
    
    O que me atrai, hoje ?
    É a paz de espírito em tempo de turbulência
    Ter uma mente calma, não significa ausência de contradições
    Mente calma significa que aprendo todos os dias a ressignificar as contradições.
    Estou com a mente calma
    Quando estou aberto às possíveis mudanças cotidianas.
    
    Carlos de Campos
    
    
    
    
    
    
    PRÉ-LANÇAMENTO
    
    
    Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.
    
    
    Sobre o autor
    
    
    Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.
    
    Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: AQUI