Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.
É preciso ver com os próprios olhos o interior
É mistério o mundo interior, E fascinante o seu modo de agir. Nada é igual sob o sol que nos ilumina; Deslumbrante é o mistério da vida.
No íntimo de nossa existência, Existe um universo de possibilidades. Existe uma infinidade de olhares: Olhem para as estrelas que lhe habitam.
Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos, Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver. Olhar e ver: eis o nosso maior drama. As estrelas que nos habitam estão aí.
O mistério que nos envolve E nos condiciona A sermos dependentes de estímulos fugazes, Que nos limitam a ser nada.
Sou a estrela em teu ser, O manifesto de amor. Sou a tua beleza interior, O dia e a noite da tua vida.
Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela. Admirável é a beleza desse acontecimento. Dentro de mim existe tanta beleza Que todos passam a ver.
Meus sonhos me distanciavam da realidade, me levavam a envolver-me com a magia e com uma guerra que eu tanto temia. Em sonho, eu me agarrava a um único plano para permanecer vivo. Tudo era sinistro, diferente do mundo que eu conhecia. Os passos que eu ousava dar eram passos angustiantes, cheios de incertezas. Tudo era muito instável, mas era preciso prosseguir.
Ondas gigantes se levantaram contra mim, fazendo-me correr ainda mais, sem direção. Correr, correr. Estou cansado, quero voltar à realidade, quero estar acordado e constatar que tudo não passou de um sonho. Um sonho baseado em fatos reais, em fatos ideais, em ideias que não nos fazem avançar e que nos fazem permanecer presos em lodos inconscientes. Diante de tudo isso, eu me desespero.
Estou me afogando, já não sei mais dizer o que é sonho ou realidade, o que parece acaba e continua. É uma guerra repleta de magia e ilusão. São heranças malditas cristalizadas em nossas vidas. É um tempo distante. Procuro entender, interagir com o meu dilema, com o meu pesadelo que mais se apresenta sendo a realidade — uma realidade promíscua que ando vivendo todos os dias.