Meu amor solitário
Minha amada
Meus olhos te buscam o dia inteiro
Por dias, sem fim.
Sou o amor !
Sou a solidão !
Existo nos dias de angustia !
Acolhido pela solidão
Amor desiludido
Sou quem não gosto de ser.
Carlos de campos

Meu amor solitário
Minha amada
Meus olhos te buscam o dia inteiro
Por dias, sem fim.
Sou o amor !
Sou a solidão !
Existo nos dias de angustia !
Acolhido pela solidão
Amor desiludido
Sou quem não gosto de ser.
Carlos de campos

Um dia tudo será revelado
Em uma dessas noites
Quem estiver atento saberá
Em um dia, em uma hora qualquer.
Nem muito ao céu, nem ao mar
O infinito está em você
Para onde quer que olhe
Nosso olhar sempre será limitado.
Olhar, não significa ser visto
Olho na direção do horizonte
Buscando saber o que sinto.
Silêncio !
Em um dia qualquer nos veremos
Tudo voltará ao seu estágio natural.
Carlos de Campos

O amor vence o ódio? Pode o amor vencer o ódio? Em meio a tanta dor Como é possível amar? Onde posso encontrar em mim essa capacidade de amar? Como experimentar o amor além das palavras? O ser humano é desconfiado de tudo Em tudo, vê possíveis ameaças Pouco disso vem do instinto de sobrevivência Um pouco vem dos traumas, da realidade e das escolhas erradas. A onda de maldade é sempre um tsunami Vem com força e sempre muito violenta O mal é sempre mais acolhido pelo ser humano Ser grosso, mentiroso, violento não exige de si reflexão. O amor pede de nós constantes reflexões Contínuo diálogo com o interior O amor, para nos curar, mexe nas feridas É sempre um exorcismo diário Para vencermos a maldade que nos habita. Dedico todos os dias para que o amor vença em mim Para que o amor vença em cada ser humano Porque só o amor vencerá a maldade instalada neste mundo Não desista do amor, não desista de amar.

Morrer longe de casa Ignorados Deixados para morrer Seus algozes não contavam Com sua força de vontade para viver Morrer não estava nos planos. Hoje Não morre ninguém Esperança renovada A luta continua Por um mundo acolhedor. Continuaremos sendo perseguidos pelo medo Mas, nenhum medo será capaz de nos parar Nem ameaças de qualquer gênero Estamos decididos a seguir.

Obsceno Inocentes mortos Deixados para trás Soterrados pela ignorância No descaso generalizado. Escassez de alimentos Fome, medo, guerra, morte como consolo Poder obsceno que oprime o povo Mata aos poucos, continuamente vai matando. Refletir é o que nos resta Não existe política que nos salve Estamos por nossa conta e risco. Instaurado está o medo nos corações Para enlouquecer os que ainda estão saudáveis Um mundo odioso se avizinha.

Vida No balanço da vida A vida existe por um fio Por um fio na estrada Na estrada marginal. Vivida sem consequências Cheia de ilusões Devaneios Do tudo ou nada. Vida de responsabilidades Dimensão a ser respeitada Vida, como poder de continuar vivo. Vida, das escolhas particulares Das escolhas que respeitam a comunidade Tudo, no final, tem consequências.

Noite fria Noite fria Cansado de olhar pra paredes Vários dias sem dormir Dias sem viver. Noite fria Congelada está a alma Alma que perdeu a alegria de viver Viver sem dormir. Noite fria Vidas sem alma Futuro sombrio. Noite fria Sem mística Noite sem esperança.

Mortos-vivos O “delírio” humano é um vírus Sem o remédio certo, se perde o controle Humanos, zumbis.
