Sol em sangue
Movimento perturbador
Em que o sol sangra
Levando o dia a tornar-se noite
Abastecendo o necrotério.
Calados estão os vivos
Sofrendo em permanecerem vivos
Vidas customizadas
Verdades esquecidas.
Levaram o sol pela manhã
Para sempre o fizeram
Fizeram sem ao menos pensar.
Jogaram o jogo da injustiça
Jogaram sem o meu consentimento
Jogaram com brutalidade.
Carlos de Campos
Fico feliz com sua presença! Se tiver alguma opinião ou sugestão, deixe um comentário abaixo. Caso queira compartilhar com seus amigos, fique à vontade! A disseminação da poesia é sempre bem-vinda.
Recomeços
Mas, deixem o sol brilhar
Dando visibilidade as estrelas
Impossível é não se admirar
Dessa beleza única e verdadeira.
Deixem o sol brilhar
Em um espetáculo raro
Nutrindo com sua poderosa presença
Magnifico é o sol, pelos quatro cantos do planeta.
Pleno está o sol nesse dia
Sem descanso, nos aquece
Produzindo vida com sua energia
É vida fluindo em abundância.
Impossível é não perceber
Sua importantíssima missão
Se consumir dia e noite
Para que seres sigam vivendo.
Mudanças acontecendo
Corpos celestiais se aproximando
Dançam na presença do sol.
Dançam a dança da vida
Dos fluidos que vão sendo estimulados
Despertando mais um novo recomeço.
Carlos de Campos
Impiedosa é a vida
Ímpeto.
Capaz de dominar a mente
Destruir a paz
Banalizar a maldade.
Destruir o amor
Desligar-se da realidade
Debater-se em delírios
Dominado pela impiedade.
Perdido em pensamentos
Interiormente atormentado
Cada dia marca um novo passo
Longe do bom senso.
Em tempos atordoados
Corridos e frustrados
Em pleno declínio
Acabado no egoísmo.
Impiedoso e delirante
Levado pela onda
Trava-se mais uma luta
Uma luta interna e decisiva.
Procuro na escuridão
Uma simples fagulha
Para, quem sabe, aquecer
O que a vida fez questão de esquecer.
Carlos de Campos
Amor que cura
Quando o amor já não é mais correspondido, fica inevitável aquele sentimento de frustração, especialmente pela parte que nutria ainda algum afeto.
São esses momentos na vida que precisamos aproveitar, como momentos de aprendizado, porque estando na vida estaremos sempre sujeitos a essa situação de encontro e desencontro.
O amor é o melhor dos sentimentos. A expressão máxima do ser humano. É também a maneira legítima de nos descobrirmos, verdadeiramente, no mundo. Nesse sentido, o amor é exigente, esperando, nada menos que a excelência em maior nível de comprometimento sincero com a outra parte.
Para de fato amar, dentro da dinâmica do amor, é preciso aprender a cuidar com diligência, e na medida certa. Amar é cuidar com liberdade e respeito. Conexão de almas, energias, emoções, mentes e corpos. É ter a capacidade de, juntos, superar todos os obstáculos que surjam. Momento único, de sua história, em que o ser humano se encontra verdadeiramente lúcido.
Lucidez, é a filha de quem, com humildade, se colocou como aluno na escola do amor. E, como bom aluno, bebeu de sua fonte que, na medida certa desse cuidado, apesar das contradições, é a felicidade que sempre prevalecerá, exercendo o respeito, o perdão plenamente sincero e jamais esquecer-se do outro ou colocá-lo em segundo plano
E, finalmente, possamos nos abrir verdadeiramente ao amor para deixarmos que o amor nos cure a mente, a emoção e o corpo.
Olhar para si
Momento bem angustiante
Escuro e muito frio
Nada vai pra frente
Difícil sair do lugar.
Vida sem perspectiva
Que tirou tudo
Deixando só rancor
Sou quem menos importa.
Impedido pelo próprio inconsciente
De fluir livremente pela vida
De ocupar o lugar que é meu por direito
Boicotado de ser alguém.
O que é mais importante no mundo
É quem podemos manipular
Os que tudo aceitam sem reclamar
Vidas ferrando outras vidas.
Em cada novo amanhecer
Vencer se tornou um projeto de vida
É necessário romper com o sistema
Que quer e nos mantêm presos.
Daqui por diante, viverei no amor
Na alegria de simplesmente estar vivo
Pela gratidão que me consome todo dia
Pela alegria de estar vivo.
No dia a dia, me colocar na busca
Sempre ser o melhor no que faço
Nada de fazer só para agradar alguém
Sempre fazer o que me provoca o bem-estar.
Olhar para dentro de si
Com olhos de compaixão
No cuidado pessoal
Cuidado de quem tem amor-próprio.
Carlos de Campos
Impunidade
- Impunidade!
Gritou a voz cansada
O corpo exausto
Com medo.
Solidão...
Perdido em seu esconderijo
No auge da loucura
Gritou a voz descontente.
- Impunidade!
Conflitos com gente “grande”
- Cadeia! Gritou a voz da consciência.
- Já é tarde!
Gritou a voz consistente
Impunidade, nunca mais!
Carlos de Campos
Crimes e malfeitos
Homem de índole corrompida
Que, por inteiro, se colocou num fosso de excrementos
Na lama dos crimes e malfeitos
Fazendo vítimas por tanto tempo.
Hoje, se vitimiza
Porém é um ladrão
É a escória da humanidade
Psicopata na atitude
Bandido por predileção.
Que a justiça prevaleça!
Não a impunidade
Não a injustiça
Na vida, é preciso ter responsabilidade.
Malditos!
Todos os que cultuam a violência
Fecham os olhos à indecência.
Que a justiça prevaleça!
Carlos de Campos
Humanidade desumana
Humanidade
É pensar no bem-estar de todos
Que foram deixados para trás
Com fome, sede, desabrigados e com frio.
Desumanos
São aqueles que pensam só em si
Deixando os cadáveres pelas estradas
Punindo os que já não tem mais nada a perder.
Os que mortes provocam
Os que, de alguma maneira, punem os que já sofrem
Dando aos ricos excêntricos, o sangue e a dor da população.
Mandem os pobres se aproximarem
Não esqueçam de mentir
Somos pobres, não ignorantes.