Tag: nascimento

  • Livro 13: 1980 (Poema 01/60) Estou aqui no mundo

    Livro 13: 1980 (Poema 01/60)

    Estou aqui no mundo

    Os meus olhos se abrem para esse mundo.
    Existem dois mundos para eu habitar:
    o mundo externo
    e o mundo colorido de nossa fantasia.

    Existe um mundo cruel
    que castra.
    Tudo é explosivo.
    Neste mundo, é melhor nem pensar.


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    O mundo em que estou vivendo
    é um mundo de alegria.
    É um mundo idealizado por uma criança.
    É um mundo onde só existem paz, alegria e muita esperança.

    Um mundo entre duas realidades.
    O meu mundo de recém-nascido é intocável.
    Mesmo que a crise mundial esteja acontecendo,
    o meu mundo é a mais doce fantasia.

    O sagrado ninho recebe a minha existência.
    Meu sacrossanto corpinho
    recebe os mais atenciosos cuidados e afetos.
    Minha única missão é existir.

    O meu mundo hoje é minha linda fantasia.
    Minha família sempre cuidando de mim,
    me protegendo do tal mundo real.
    Sou grato a meu Deus.

    Carlos de Campos



  • Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)
    Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas

    É belo esse momento:
    o nascimento de uma pessoa,
    o existir no berço da Terra de Santa Cruz.
    É mistério quem nos envolve.

    O momento nos pede celebração,
    uma festa bem animada,
    que hoje tragamos em nossos corações só a alegria,
    de espaço somente para o amor.

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    O nascer é vida que se renova,
    são reflexões que nos incomodam,
    é a natureza que vence a nossa vontade.
    Cada vida que existe nasce para si mesma.

    Prometeu o amor.
    O amor não veio.
    Nascer é saber ser ferido
    em sua vulnerabilidade reprimida.

    A vida é uma dádiva
    para quem vive nas mansões dos ricos,
    para quem é acudido ao menor dos gemidos.
    O nascer de um pobre é violento.

    É dependente da esmola alheia,
    é grito de fome de milhões de desnutridos,
    é a incapacidade de olhar para o lado,
    é a morte que nos é apresentada desde o começo.

    Carlos de Campos