Tag: olhar

  • Vi quando você me olhou

    Vi quando você me olhou

    Quando os nossos sentimentos se colidiram
    Sozinho me encontrei aqui
    Lá fora percebi que você caminha livre.

    Carlos de Campos
  • Onde há carência, impera a violência

    Onde há carência, impera a violência

    São muitas as ações desordenadas,
    contraditórias,
    desconectadas da realidade,
    da pura e simples incapacidade de olhar.

  • O lendário medo de ter tempo

    O lendário medo de ter tempo

    Meu mundo muda e fica mudo
    Dialogam…
    Entre um e outro existe um espaço de tempo
    Tempo…

    O tempo dialoga com o meu mundo
    Um mundo que fica mudo
    O tempo requer espaço
    Intervalo…

    No intervalo de tempo existe o meu mundo
    O mundo que fica mudo
    Explosões sensoriais
    Dentro do meu mundo que fica mudo.

    Olha no meu mundo
    Delícia…
    Existencial…
    Olhar antinatural.

    Demasiadamente obsoleto
    Olhar comportado, desconfiado
    Confinado no ar
    No meu corpo.

    Instinto condenável
    No ar congestionado
    Corpo inteiro
    Desejo escondido.

    Meu mundo é um labirinto
    Lá existe um labirinto escuro
    Um mundo de labirintos escuros
    O tempo é no labirinto.

    Lá, o tempo fica mudo
    Sem o tempo, tudo fica insosso
    Labirinto…
    No mundo distante e escuro…

    Meu mundo é um mundo de desejos
    Enrolado em papel cor-de-rosa
    Dá nuances
    Prefiro um labirinto cor-de-rosa.

    Jovem cheio de energia
    De nuance, prefiro a cor da pele
    Mundo cheio de labirinto
    Cai a bolsa e tudo tem um novo aspecto.

    Me deixe ir
    Soltar a pipa
    Debaixo daquele aquário
    Que laboriosamente foi esculpido.

    Com o sangue cor-de-rosa
    Meu mundo é um labirinto escuro
    Fechado…
    Escuro…
    Ainda é o meu mundo mudo.

    Meu mundo é um mundo mudo
    Estrela no céu brilha no escuro
    Mudo é como me sinto
    Lá existe um medo existente.

    O meu medo está no labirinto
    No labirinto escuro
    Isto é assustador
    Um labirinto que causa tanta dor.

    Medo…
    Tempo do medo
    Escuro do medo
    Delícia…

    Mundo do medo
    Do tempo
    Lá existe o tempo do medo
    Medo do medo.

    Existe o medo da existência
    Para a sobrevivência
    De soberba
    Sua mania do tempo.

    Existe o medo da existência
    No mundo mudo
    Quem sobrevive é porque tem medo
    Medo de um mundo sem tempo.

    Carlos de Campos


    Foto por Tom Fisk em Pexels.com
  • Janela do Olhar

    Janela do Olhar


    Um olhar que observa
    No fundo da alma
    De uma alma inquieta
    Solitária.


    Consumida pelo cansaço
    Fadigada por tantos problemas
    Quer chorar e nem isso consegue
    Perdida é como se sente.


    Preciso de uma pausa
    Sou apenas mais uma peça
    Da enorme engrenagem capitalista
    Na minha ausência,
    Tudo continuará normalmente
    Vou relaxar.


    Olhe a natureza
    Os passarinhos fazem somente o necessário
    Cantando, fortalecem o espírito
    Quando foi a última vez que você cantou?
    Cantar só pelo prazer de cantar.


    Tua alma precisa voltar a ser criança
    Viver a vida com mais leveza
    Rir, dançar e namorar
    O segredo é viver o agora.

    Carlos de Campos

    Janela do Olhar
    Foto por Monique Laats em Pexels.com
  • O Peso da Espera

    O Peso da Espera

    Solidão
    Espero o movimento
    Do jogo dos dados, a meu favor
    Sozinho e no frio, espero
    Espero, espero e espero.

    Solidão!
    De quem não sabe por que espera tanto
    Nem imagina
    O convenceram a esperar
    Espera, sem saber quando terminará.

    Imagem de um processo
    Que nos convenceu a esperar
    Enquanto de várias maneiras vão surrupiando
    Nos fazendo acreditar
    Que um dia chegará a nossa vez
    Espero, sem questionar.

    Um dia estava me perguntando:
    Por que espero tanto?
    O que espero tanto?
    Quando foi que decidi esperar tanto?
    Foi quando se aproximou de mim
    Um ser místico
    Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”

    Quem, em sã consciência, espera desse jeito?
    Estaria louco?
    Confuso?
    Com medo?
    Confiante?
    Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho.
    Íntimo dos demônios.

    Em noites frias
    Sou acolhido pela solidão
    Embriago-me com as minhas tristezas
    Copulo com os meus fracassos
    A cada momento dessa vida.

    É desafiador levar essa existência para frente
    Quando existem forças reunidas jogando contra
    Quando os únicos amigos são imaginários
    Quando a única chance que tenho
    Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.

    Tenha sempre em mente
    Até os cadáveres adubam o solo
    Dê tudo o que você tem, agora
    Seja o adubo de sua própria história.


    A solitária de uma existência
    Tem duas janelas
    Com duas paisagens diferentes
    Em uma, os olhares são convidados
    A olharem só o que se perdeu
    Em outra, os olhares são convidados
    A olharem o silêncio que trabalhou a terra
    A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar
    É sua.

    Carlos de Campos

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  • Bomba?

    Bomba? 


    Rendido pelo teu olhar,
    Não tenho como resistir.
    É ilusão qualquer tentativa
    De declinar desse olhar.


    Devo me apressar,
    Persistir ao máximo que posso.
    Permaneço inflexível em sua presença,
    Diante do amor.


    Quero me render ao amor,
    Só não sei se é o que devo fazer.
    Não sei se sei amar.


    Há quem diga que o amor não existe,
    Que são interações do ego e nada mais.
    O silêncio se faz em minha razão.

    Carlos de Campos



    Bomb
    Surrendered by your gaze,
    I cannot resist.
    Any attempt to decline this gaze
    is an illusion.


    I must hurry,
    Persist as much as I can.
    I remain unwavering in your presence,
    Facing love.


    I want to surrender to love,
    I'm just not sure if it's what I should do.
    I don't know if I know how to love.


    Some say love doesn't exist,
    That it's merely ego interactions and nothing more.
    Silence prevails in my reason.


    Bomba
    Rendido por tu mirada,
    No puedo resistir.
    Cualquier intento de declinar esta mirada
    es una ilusión.


    Debo apresurarme,
    Persistir tanto como pueda.
    Permanezco inflexible en tu presencia,
    Frente al amor.


    Quiero rendirme al amor,
    Solo que no estoy seguro de si es lo que debo hacer.
    No sé si sé amar.


    Algunos dicen que el amor no existe,
    Que son solo interacciones del ego y nada más.
    El silencio prevalece en mi razón.


    बम
    तुम्हारी निगाहों द्वारा आज्ञाकारी,
    मैं सह नहीं सकता।
    इस निगाह से इनकार करने का कोई प्रयास
    एक भ्रम है।


    मुझे जल्दी करना होगा,
    जितना मैं कर सकता हूँ, विराम नहीं।
    मैं तुम्हारी मौजूदगी में अटल रहता हूँ,
    प्यार के सामने।


    मैं प्यार में समर्पित होना चाहता हूँ,
    बस मुझे यह नहीं पता कि क्या मैं ऐसा करना चाहिए।
    मुझे यह नहीं पता कि मैं प्यार करने का तरीका जानता हूँ या नहीं।


    कुछ लोग कहते हैं कि प्यार मौजूद नहीं है,
    कि यह केवल अहंकार की अंतर्क्रियाएँ हैं और कुछ नहीं।
    मेरे तर्क में शांति है।
  • Nem muito ao céu, nem ao mar

    Nem muito ao céu, nem ao mar

    O infinito está em você
    Para onde quer que se olhe
    Nosso olhar sempre será limitado.

    Olhar não significa ser visto
    Olho na direção do horizonte
    Buscando saber o que sinto.

    Silêncio !

    Num dia qualquer nós nos veremos,
    Tudo voltará ao seu estágio natural.
    Foto por Uu00e9lvis Santana em Pexels.com