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  • Livro 9: A Profecia (Poema 01/20) No princípio o nada já existia

    Livro 9: A Profecia (Poema 01/20)

    No princípio o nada já existia

    Tudo já existia em forma de caos.
    O caos era sem forma e sem sentido.
    O caos apenas existia,
    e, junto com o caos, existia a vida organizada.

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    O caos e a vida coexistiam.
    A vida se fortalecia em meio ao caos.
    O caos se intensificava na medida em que a vida existia.
    Caos e vida: um depende do outro.

    Tudo o que existe hoje vem do caos.
    Está vivendo em pleno caos
    e para o caos voltará.
    Somos a plenitude do caos.

    De cada sensação de equilíbrio,
    o caos vai se movimentando e existindo.
    O caos é a força causal da vida.
    É o poder central do que vemos e somos.

    O caos é o nosso criador.
    É quem gera a nossa energia vital.
    O caos é o elemento primordial de tudo o que existe.
    Existir é ser caos.

    É por isso que não existe a perfeição,
    apenas o aceitável.
    Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos,
    até este poema que você lê é feito de caos.

    Carlos de Campos
  • Universo em sua origem

    Universo em sua origem

    Partículas se unem,
    Caos.
    Do “nada”, tudo passa a existir.

    Aos poucos, vai tomando forma,
    Gerado pelo calor intenso, nasce um novo
    Universo grandioso!

    Quando observado pela mente humana,
    Dificilmente compreendemos a nossa pequenez
    Diante do que está por trás desse pequeno organismo vivo.

    Deixo no universo a minha digital,
    Bem como a fonte da vida.
    A nenhum outro é dado esse privilégio.

    Olhe atentamente para o céu,
    Deixe-se seduzir pelo “mundo interestelar”.
    Siga a intuição.


    Observe atentamente o espaço “vazio”,
    Experimente o silêncio do universo,
    Silêncio que, de vez em quando, é quebrado pelo pulsar das estrelas.

    O balé que fazem os meteoros e cometas,
    Tudo do “nada” voltando para o “nada”.
    Composição perfeita!

    Tocada pelos uivos das tempestades solares,
    Faço força para sempre observar
    A morte e vida caminhando unidas pela vida.

    Permeiam todos os espaços do universo,
    Nascimento.
    Eclode de todos os lados,
    Tudo está misturado.

    A sepultura não faz sentido no imenso universo,
    Deixe-se ser acolhido pelo universo.
    Somos radiações que se auto-organizam.

    Somos átomos,
    Da morte, liberando a vida,
    E na solução mais antiga do universo,
    A reciclagem segue garantindo a existência infinita.

    Carlos de Campos

    
    
    
    
    
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