Tag: os desejos poéticos

  • Noites sombrias

    Noites sombrias

    Viva a ditadura militar brasileira.
    Viva a resistência popular do Brasil.
    É sangue de inocente que alavanca a nossa democracia.

    Carlos de Campos
  • Vi Deus face a face

    Vi Deus face a face

    Estava observando a rua vazia.
    Vi o meu vizinho chato pra caralho
    e reconheci nele meu divino redentor.

    Carlos de Campos
  • Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) Movimento os meus sonhos para além

    Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) 

    Movimento os meus sonhos para além

    Os sonhos são apagados da memória
    Uma luz ao fundo
    Observa no escuro
    Na longa, cansada madrugada.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Os sonhos foram destruídos
    Como as nossas memorias de infancia
    Uma a uma se vão
    Sem paz observo no escuro.

    Moedores de esperança
    Triunfam sobre as nossas cabeças
    Desacreditada
    Maldito és tu capitalismo.

    O que somos?
    Além de artefatos para gerar riqueza alheia
    Somos os sonhos que foram destruídos
    Somos quem vive por viver.

    Em um mundo onde as cartas já estão marcadas
    O que somos além da memória?
    Uma parcela enorme que vive de barriga vazia
    O que somos além de assalariados?

    Uma enorme massa de manobra é o que somos?
    O que somos além de sonhos despedaçados?
    De mera ilusão
    É de ilusão que você se alimenta.

    Carlos de Campos
  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20) O tempo é o peso

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)

    O tempo é o peso

    O peso que carregamos em nosso viver
    É a consequência de um tempo indomável,
    Do querer e não conseguir mais.
    É o tempo que passa, meu amor.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.

    É a memória que falha,
    A voz que se cala,
    Os pés que já não sustentam mais.
    A cada segundo, eu me esqueço de você.

    O peso que sustento
    É o peso do tempo,
    Da tua história.
    Cadê o meu rosto jovial?

    As forças vão se acabando,
    O fim implacável.
    O peso é pensar sobre o meu fim,
    De uma história que me foi generosa.

    O tempo voa.
    As emoções emergem da mente subterrânea.
    O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
    Toma a minha mente por inteiro.

    O medo é avassalador.
    Sou colocado diante da minha verdade.
    Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
    É o tempo quem me avisa.

    Carlos de Campos
  • Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social

    Livro 9: A Profecia (Poema 02/20)

    A paternidade ancestral e sua influência social

    Onde está a minha raiz?
    E a família?
    O que nos influencia,
    se nossas raízes estão sufocadas?

    Enquanto a solidão me abraça

    Adquira seu exemplar aqui

    Se estamos tão distantes da fonte,
    fonte da ancestralidade
    que jorra pelos tempos sem fim,
    que passa por nós e por nossa história.

    O pai de nossa ancestralidade
    é um pai que cuida,
    o educador da casa,
    casa fundamentada sob sua guarda.

    Pai que alimenta,
    que protege sua família
    e dá amor à sua prole,
    pai que bebe da fonte ancestral.

    O grande pai que habita em todos os homens
    encontra-se soterrado pelo patriarcado.
    Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral,
    cedendo espaço ao patriarcado cristão.

    O grande pai está amordaçado em cada homem,
    submetido às regras expiatórias
    que o levaram para longe da fonte da vida,
    para bem longe de suas próprias raízes.

    Carlos de Campos
  • Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60) Nós descemos em um mundo sem fim

    Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)

    Nós descemos em um mundo sem fim

    Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
    Fui engolido por esse enorme buraco.
    O que me esperava no fim disso tudo?
    O buraco era profundo.

    O medo tomava conta de todo o meu ser.
    Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
    Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
    Eu vi e me vi.

    Enquanto a solidão me abraça

    Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.

    Coração acelerado em meu peito.
    Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
    O infinito me tomava pela mão.
    Meus olhos contemplavam o mistério.

    O mistério escondido em cada ser humano.
    O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
    Sou o acaso,
    gritavam aquelas fuligens macabras.

    Meu corpo é mais que um cadáver.
    Minha existência é maior que as mesquinharias.
    Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
    Sou o nascimento de tudo o que não existe.

    O princípio dentro de você.
    Não existe nada maior do que eu.
    Eu e você somos um.
    Os meus pensamentos são os teus pensamentos.

    Carlos de Campos
  • Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60) O destino está lançado

    Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60)
    O destino está lançado

    O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando.
    O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/
    Em noites de solidão, estarei aqui

    Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas.
    Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.

    O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim?
    O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.

    Carlos de Campos

  • Caminho Selado

    Caminho Selado

    Novos dias chegaram,
    frutos brotam em abundância:
    não nos querem prosperando.

    Carlos de Campos

  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20) Não estamos imunes ao tempo

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20)

    Não estamos imunes ao tempo

    Um dia desses, eu vi o tempo passar.
    Passou com o passado,
    Passou na companhia do presente,
    Passou e permaneceu com o futuro.


    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    No tempo que resta,
    A fresta se abriu.
    Observei o tempo,
    Que dormia tranquilo.

    O que é o tempo?
    É a corrida contra o tempo,
    É o nosso contratempo,
    O tempo é o instante que nunca foi.

    Nunca foi sentido,
    Nunca foi buscado.
    O tempo sempre foi temido,
    Sempre foi o nosso maior inimigo.

    Vem o ditador de nossas vidas,
    O contador de nossa existência,
    O medo que nos apavora
    E que nos mostra o limite da nossa história.

    O tempo desgastado,
    O amuleto parado,
    A fé do tempo que partiu,
    Sem se despedir, sumiu.

    Carlos de Campos
  • Livro 9: A Profecia (Poema 01/20) No princípio o nada já existia

    Livro 9: A Profecia (Poema 01/20)

    No princípio o nada já existia

    Tudo já existia em forma de caos.
    O caos era sem forma e sem sentido.
    O caos apenas existia,
    e, junto com o caos, existia a vida organizada.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    O caos e a vida coexistiam.
    A vida se fortalecia em meio ao caos.
    O caos se intensificava na medida em que a vida existia.
    Caos e vida: um depende do outro.

    Tudo o que existe hoje vem do caos.
    Está vivendo em pleno caos
    e para o caos voltará.
    Somos a plenitude do caos.

    De cada sensação de equilíbrio,
    o caos vai se movimentando e existindo.
    O caos é a força causal da vida.
    É o poder central do que vemos e somos.

    O caos é o nosso criador.
    É quem gera a nossa energia vital.
    O caos é o elemento primordial de tudo o que existe.
    Existir é ser caos.

    É por isso que não existe a perfeição,
    apenas o aceitável.
    Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos,
    até este poema que você lê é feito de caos.

    Carlos de Campos