Noites sombrias
Viva a ditadura militar brasileira.
Viva a resistência popular do Brasil.
É sangue de inocente que alavanca a nossa democracia.
Carlos de Campos

Noites sombrias
Viva a ditadura militar brasileira.
Viva a resistência popular do Brasil.
É sangue de inocente que alavanca a nossa democracia.
Carlos de Campos

Vi Deus face a face
Estava observando a rua vazia.
Vi o meu vizinho chato pra caralho
e reconheci nele meu divino redentor.
Carlos de Campos

Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)
O tempo é o peso
O peso que carregamos em nosso viver
É a consequência de um tempo indomável,
Do querer e não conseguir mais.
É o tempo que passa, meu amor.
Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
É a memória que falha,
A voz que se cala,
Os pés que já não sustentam mais.
A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento
É o peso do tempo,
Da tua história.
Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando,
O fim implacável.
O peso é pensar sobre o meu fim,
De uma história que me foi generosa.
O tempo voa.
As emoções emergem da mente subterrânea.
O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador.
Sou colocado diante da minha verdade.
Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
É o tempo quem me avisa.
Carlos de Campos

Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)
Nós descemos em um mundo sem fim
Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
Fui engolido por esse enorme buraco.
O que me esperava no fim disso tudo?
O buraco era profundo.
O medo tomava conta de todo o meu ser.
Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
Eu vi e me vi.
Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.
Coração acelerado em meu peito.
Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
O infinito me tomava pela mão.
Meus olhos contemplavam o mistério.
O mistério escondido em cada ser humano.
O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
Sou o acaso,
gritavam aquelas fuligens macabras.
Meu corpo é mais que um cadáver.
Minha existência é maior que as mesquinharias.
Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
Sou o nascimento de tudo o que não existe.
O princípio dentro de você.
Não existe nada maior do que eu.
Eu e você somos um.
Os meus pensamentos são os teus pensamentos.
Carlos de Campos

Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60)
O destino está lançado
O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando.
O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.
Em noites de solidão, estarei aqui
Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas.
Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.
O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim?
O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.
Carlos de Campos

Caminho Selado
Novos dias chegaram,
frutos brotam em abundância:
não nos querem prosperando.
Carlos de Campos

Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20)
Não estamos imunes ao tempo
Um dia desses, eu vi o tempo passar.
Passou com o passado,
Passou na companhia do presente,
Passou e permaneceu com o futuro.
Adquira seu exemplar aqui
No tempo que resta,
A fresta se abriu.
Observei o tempo,
Que dormia tranquilo.
O que é o tempo?
É a corrida contra o tempo,
É o nosso contratempo,
O tempo é o instante que nunca foi.
Nunca foi sentido,
Nunca foi buscado.
O tempo sempre foi temido,
Sempre foi o nosso maior inimigo.
Vem o ditador de nossas vidas,
O contador de nossa existência,
O medo que nos apavora
E que nos mostra o limite da nossa história.
O tempo desgastado,
O amuleto parado,
A fé do tempo que partiu,
Sem se despedir, sumiu.
Carlos de Campos
