Tag: Perda

  • Sonho da alma para a eternidade

    Sonho da alma para a eternidade

    No sonho que sonhei,
    estava você,
    linda e radiante,
    percorrendo todo o meu sonho.

    E ver você caminhando
    me enchia de alegria,
    uma alegria extasiante,
    intensa…

    Uma alegria que não cabia em meu peito.
    Era tão mágica
    que me fazia confundir com a realidade
    o que eu peço: ter você comigo.

    Era poder experimentar essa alegria novamente,
    sem medo…
    sem receios…
    ser eu mesmo.

    Ir até você e abraçá-la,
    e beijá-la, sabendo que seria a última vez.
    O teu cheiro está por toda a casa,
    em cada cômodo, o seu sorriso ressoa.

    Sonho, alma e esperança
    foi o que restou para mim,
    já que a alma da minha alma se foi,
    e, com ela, foi também a minha filha.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Distante do amor e próximo da dor

    Distante do amor e próximo da dor

    Loucura e morte,
    Imposição e medo,
    Desvio de caráter sem receio,
    Distante e tão perto ao mesmo tempo.

    É o tempo da distopia,
    Dos que não eram
    E passaram a ser vistos desde então.
    É o tempo do confronto da razão.

    Ninguém sairá vitorioso dessa batalha.
    Mercenários da ilusão,
    De um mundo em contínua submissão,
    Onde tudo se tornou um fracasso.

    Iluminados de autoritarismo
    Se somam aos ridicularizados.
    Ninguém estará fora ou dentro
    Dessa intervenção.

    Isolados e com medo, é como estamos:
    Distantes e próximos de nada,
    Do amor que eu perdi
    E, perdendo, me machuquei.

    É por dores assim que me movimento.
    Decepções são como baldes de água fria.
    Nem todos têm a mesma cabeça para lidar com a situação.
    Sofrimento: alimento para a alma dos decepcionados.

    Distante é como estou.
    Cada um segue o seu destino,
    Distinto e, ao mesmo tempo, próximo
    No sofrimento que nos une como irmãos.

    Diante do absurdo,
    O susto.
    Meus dias passam atropelando tudo.
    Eu sinto muito!

    Quem é o maior egocêntrico?
    O que o mundo deve esperar do homem?
    Do amor que nunca vem?
    Da ilusão que é a nossa realidade?

    Solidão: castigo dos corações apaixonados,
    Dos amores que nunca foram realizados,
    Da distância que nunca foi tão próxima,
    Alma que não soube amar na oportunidade que teve.

    Do céu buscam o socorro.
    Na Terra produzem destruição em massa,
    Tudo em nome da nobre arte de amar,
    Das virtudes que são violentadas.

    No mundo em que o caos é o imperador,
    Os soldados são os desesperançados,
    Forçados ao front de batalha,
    Sucumbem em êxtase de esperança.

    Faz-se ver ao longe,
    Caminhando entre corpos e escombros,
    A esperança!
    Recolhendo os corpos despedaçados.

    Limpando as feridas dos sobreviventes,
    Alimentando a alma dos esfomeados.
    Quem és tu, bela donzela?
    Como ousas salvar os meus condenados?

    Deixa-os para serem alimento de minha irmã, a morte.
    Quem leva a sério esses humanos tão patéticos?
    Deixa que suas almas alimentem a morte.
    Saia daqui!

    Imersa em solidariedade,
    Aquela honrada jovem continua o seu trabalho,
    Doando-se em amor, tempo, esperança e cuidado.
    Ao longe, ainda se pode ouvir o imperador vociferando.

    Palavrões, insultos e ordens de guerra são direcionados,
    Tudo em uma tentativa em vão de dissuadi-la de sua missão.
    Nesse momento, nada e ninguém é capaz de movê-la de seus propósitos,
    Na firmeza de seus passos descalços.

    Caminhante nessa vida,
    Alimenta almas e corpos com o dom sagrado,
    Com os dois únicos dons capazes de salvar esta humanidade.
    Cantemos ao amor! Cantemos à solidariedade!

    Carlos de Campos
    Foto por Jonathan Borba em Pexels.com
  • Existe um toque mortal na saudade


    Existe um toque mortal na saudade

    “Bem no auge do nosso amor, você foi embora.”

    Ontem, em meio à saudade,
    O meu mundo desabou.
    O que restou foi só a ilusão,
    Sofrimento pela sua ausência.

    Sua presença ainda é sentida,
    É dor que só aumenta,
    Aumentando ainda mais a minha solidão.
    Um dia, preciso saber o porquê.

    Me jogo de cabeça no trabalho,
    Nas noites mal dormidas.
    Recorro a tudo o que me faça esquecer de você,
    E absolutamente nada é capaz de soterrar a falta que você me faz.

    Hoje,
    É só mais um dia,
    Misturado a mais um dia ruim no trabalho,
    Mais um dia da mais pura saudade.

    Oh, minha alma!
    Desejoso estou de viver a felicidade.
    Quem idealiza uma vida em meio à dor?
    O que nós fizemos de errado?

    Meu amor é constantemente atacado pelo ódio,
    Ódio que prevalece em mim por esperar a sua volta.
    Deixado para trás é como me sinto.
    Sou mais uma vítima da saudade, marcada pela morte.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Luta para encontrar um relacionamento

    Luta para encontrar um relacionamento

    Sem amor, caminhamos
    Sem compromisso, continuamos
    O que pensamos sobre isso?
    Relação extinta.

    Relacionamento saudável é o que buscamos
    Na margem dos relacionamentos fluidos, é onde estamos
    Sem nada entender, permanecemos
    À sombra da ilusão, nos encontramos.

    À margem do descaso
    Dos que ostentam
    Delírios e desesperos,
    Observo que o fim está próximo.

    Relação conturbada,
    Compromisso esquecido,
    Desolado anda o amor,
    Perdido pela estrada.

    Carlos de Campos
    Foto por Ton Souza em Pexels.com
  • Minhas lembranças

    Minhas lembranças

    Memória distante,
    Distante de tudo,
    Distante da própria realidade,
    Olhar ausente.

    Hoje, me recordo
    Que estive distante por muito tempo,
    Cansado de tudo, esqueci
    Das memórias, me perdi.

    Não existe realidade no esquecimento,
    Onde as memórias se perdem.
    Até o esquecimento se esvai;
    Em frações de segundo, não existe mais.

    Motivado pela ilusão,
    Sigo no controle do meu esquecimento,
    Das memórias vazias.

    Nossa tranquilidade vive abalada.
    Distante da realidade, sou um perigo,
    Letal no esquecimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Nada mais é como antes

    Nada mais é como antes

    Levo o amor marcado em meu peito,
    Um rastro imenso de ausência.
    O coração geme de saudades
    De um amor sem fim.

    No auge do seu distanciamento,
    Só me restou a companhia das lágrimas e do silêncio,
    Das memórias que ficaram eternizadas em meu ser.
    Posso ainda sentir sua presença.

    Esses são momentos de uma história ainda não resolvida,
    Complexa em diálogos ainda não ditos.
    Das incapacidades de ceder,
    Quem nisso tudo lamenta é o amor.

    Lágrimas, dor, ausência,
    Sentimento profundo de vazio,
    Cheio de lamentação.
    Sem beijos e nem mais abraços.

    Estava imerso em preocupações, eis minhas desculpas,
    Nada justifica o abandono que lhe causei,
    Nas ilusões em que te fiz acreditar.

    Desejo que, onde estiver, esteja se realizando
    Com sua presença marcante.
    Espero que esteja feliz.

    Carlos de Campos

    Foto por Eva Bronzini em Pexels.com