Onde há carência, impera a violência
São muitas as ações desordenadas,
contraditórias,
desconectadas da realidade,
da pura e simples incapacidade de olhar.
Tag: pobreza
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Onde há carência, impera a violência
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Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) Movimento os meus sonhos para além
Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60)
Movimento os meus sonhos para além
Os sonhos são apagados da memória
Uma luz ao fundo
Observa no escuro
Na longa, cansada madrugada.
Adquira seu exemplar aqui
Os sonhos foram destruídos
Como as nossas memorias de infancia
Uma a uma se vão
Sem paz observo no escuro.
Moedores de esperança
Triunfam sobre as nossas cabeças
Desacreditada
Maldito és tu capitalismo.
O que somos?
Além de artefatos para gerar riqueza alheia
Somos os sonhos que foram destruídos
Somos quem vive por viver.
Em um mundo onde as cartas já estão marcadas
O que somos além da memória?
Uma parcela enorme que vive de barriga vazia
O que somos além de assalariados?
Uma enorme massa de manobra é o que somos?
O que somos além de sonhos despedaçados?
De mera ilusão
É de ilusão que você se alimenta.
Carlos de Campos
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Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas
Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 01/150)
Nascer é como o sol da manhã acariciando as plantinhas
É belo esse momento:
o nascimento de uma pessoa,
o existir no berço da Terra de Santa Cruz.
É mistério quem nos envolve.
O momento nos pede celebração,
uma festa bem animada,
que hoje tragamos em nossos corações só a alegria,
de espaço somente para o amor.
Adquira seu exemplar aqui
O nascer é vida que se renova,
são reflexões que nos incomodam,
é a natureza que vence a nossa vontade.
Cada vida que existe nasce para si mesma.
Prometeu o amor.
O amor não veio.
Nascer é saber ser ferido
em sua vulnerabilidade reprimida.
A vida é uma dádiva
para quem vive nas mansões dos ricos,
para quem é acudido ao menor dos gemidos.
O nascer de um pobre é violento.
É dependente da esmola alheia,
é grito de fome de milhões de desnutridos,
é a incapacidade de olhar para o lado,
é a morte que nos é apresentada desde o começo.
Carlos de Campos
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Um marginal é só mais um marginal
Um marginal é só mais um marginal
Os delírios de grandeza
Ecoam em minha alma
Eclodem em mim
A minha essência marginalizada.
Essa é a minha verdade
É a verdade que compõe a minha história
Essa é a minha alma
A alma de um marginal.
Sou o que não nasci para ser
Sou o fruto da violência familiar
Sou o descaso das políticas públicas
Sou o que me instigaram a ser.
É ilusão, e está errado,
Atribuir à minha alma marginalizada
Como único culpado.
Todos nós somos responsáveis.
Estou sendo julgado por sua omissão
Por meus delírios de grandeza
Pela corporativização do sistema
Por meu endereço, minha cor e minha conta bancária.
Grande será o dia
Em que justo será o julgamento
Em que meus delitos, e só os meus delitos, serão julgados.
Até que isso aconteça, continuo sendo só mais um marginal.
Carlos de Campos
Foto por RDNE Stock project em Pexels.com -
Não canto mais por justiça tributária
Não canto mais por justiça tributária
Lá pelas bandas que me exploram,
Sei que o que menos importa
É que eu tenha meu bem-estar respeitado.
Nada é tão repugnante de saber.
Lá pelas bandas que me exploram,
Eu vejo até o que Deus duvida.
Eu vejo a miséria sendo lucrativa,
Eu vejo a riqueza superfaturada.
Nem a pior legião demoníaca é tão desonesta
Quanto a crueldade exercida pelo capitalismo.
Tudo o que toca vira pó,
É espantoso saber que tem muita gente que concorda.
Um império pessoal ou de um país, para sobreviver,
Precisa impor suas condições, sejam quais forem.
Doa a quem doer,
O objetivo é sempre o lucro a qualquer custo.
Lucro exorbitante para poucos,
Miséria absoluta para muitos.
O terror inflacionário é implacável,
Consumindo vidas pelos juros.
Lugar onde nada prospera,
Enormes são as filas da inadimplência,
Onde a maioria não consegue se desenvolver.
Lugar onde se lucra com a pobreza.
Movimento de desconstrução do capitalismo,
Que escancara os altos juros.
Movimento de desconstrução do capitalismo,
Que denuncia que o pobre ainda tem trabalho forçado.
Multidões passam fome,
No cotidiano a pobreza é extrema.
O trabalho é análogo à escravidão,
As pessoas ainda vivem produzindo riquezas para terceiros.
O silêncio dos oprimidos clama por justiça social.
A “liberdade democrática” precariza.
A taxação comercial é a nova pandemia,
Mas quase ninguém se importa.
Meu desolado canto é solitário.
É inútil o canto que eu canto.
Canto o canto dos injustiçados,
Canto o lamento de minha alma empobrecida.
Meu lamento vem de um coração miserável,
De um corpo maltratado pela fome e pelo frio,
E que, quando doente, encontra um sistema perdido.
Meu canto canta por uma boa morte.
Carlos de Campos
Foto por Kindel Media em Pexels.com -
Futuro perdido pela vingança
Futuro perdido pela vingança
O instinto se nega a ousar,
Deixando a desejar,
Constrói labirinto em sua própria história;
De mansão a mansão, hoje, mora na rua.
Morador da periferia,
Perde a percepção da sobrevivência.
Homem e mulher da angústia,
Vida marcada de nobreza.
Me vejo em um presente sombrio,
Futuro distante da alegria.
Cansado dessa vida fodida,
Sem chance para vencer.
É impossível ver a beleza que se esconde,
Dorme por causa da fome.
Delirante que caminha na rua,
Vai dormir com dor.
Filas enormes de gente esfomeada,
Falta alimentação básica.
Falta amor ao próximo.
Fugaz é a nossa vida,
Perdida em uma galáxia escondida.
A guerra foi o que escolhemos para nossa vida.
Carlos de Campos
Foto por Abd Alrhman Al Darra em Pexels.com -
Opa
Opa Morar no Brasil Um misto de contradições Perturbações Uma vida de solidão. Sonho que não se realizará Desenvolvimento, não acontecerá Pela mentalidade pequena Por tudo girar entorno do próprio umbigo. Quem sabe, um dia Seremos tomados pela grandeza E erradicaremos toda pobreza ? A fome será uma distante recordação desagradável E a justiça social é quem prevalecerá Um sonho que preciso continuar sonhando. Carlos de Campos Fico feliz com sua presença! Se tiver alguma opinião ou sugestão, deixe um comentário abaixo. Caso queira compartilhar com seus amigos, fique à vontade! A disseminação da poesia é sempre bem-vinda.
Foto por cottonbro studio em Pexels.com