Tag: Poema Brasileiro

  • Reúno as minhas forças para o embate final

    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?


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    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?

    Insisto no mar envolto,
    Destituir a minha tristeza.
    Sou mais forte.
    Só preciso começar a lutar.
    Eu sei que não será fácil.
    Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.

    Sei que na guerra o único instinto é sobreviver.
    Sou sobrevivente de tantas guerras.
    O sangue que já regou o front dessa trincheira.
    Sou a vida, sou a morte.
    Sou as derrotas, sou as vitórias.
    Sou só mais uma pessoa querendo viver.

    O meu olhar se volta para o meu filho.
    O meu ser se enche de esperança,
    Da mais doce e profunda esperança,
    É com amor que se vence o ódio.

    Carlos de Campos
  • Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.


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    Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.

    Cada um olhando percebe
    Percebe o que não quer perceber
    Que as suas correntes estão presas a você
    A corrente que te prende é você.

    É certo que o certo nunca é certo
    E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
    Na corrente de nossa própria ignorância
    Que ignora a sua própria corrente.

    Arrasta por todos os lados essa corrente
    As correntes dos desesperados
    Que esperando já não aguenta mais
    O tornozelo doendo o dia inteiro.

    Ei, olhe para sua mão
    Observe a chave dessa corrente
    Pare por um momento
    Reflita no tempo que é o seu tempo.

    O tempo de usar ou não essa chave
    A chave dessa corrente que está presso a você
    Reflita no tempo do seu tempo
    O tempo de utilizar a sua chave.

    Carlos de Campos
  • A loucura de uma verdade

    A loucura de uma verdade

    Os loucos andam entre nós.
    Nos machucam.
    Diferente de nós,
    são iluminados com a verdade.
    A verdade sempre dói.

    Ah, os loucos!
    Tidos como incapazes,
    observam o que a nossa mente sóbria não percebe.
    Sóbria?
    A verdade sempre dói.

    Me diga a verdade.
    Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade.
    Somos a história de nossas meias verdades.
    Ah, os loucos!
    A verdade sempre dói na carne.

    Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade,
    com a promiscuidade latente em nossa mente.
    Mentimos para nos escondermos da nossa realidade.
    Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro.
    Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.

    Vem e veja essa dor.
    É a dor feita de verdades,
    verdades que tentamos esconder.
    Ah, os loucos!
    Não temem a verdade que dói o dia inteiro.

    Carlos de Campos
  • Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens



    Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens

    Vem um belo dia,
    um dia de muita harmonia,
    um dia que recordaremos com alegria,
    quando as nossas almas forem lavadas.

    Lavadas de nossos egoísmos,
    de decisões mal feitas,
    feitas de qualquer maneira.
    Lava-se a alma para se dar continuidade.

    Essa água é cristalina,
    de origem ancestral,
    que tem como primazia
    restabelecer a ordem consciencial.

    Água que jorra da fonte,
    da fonte primordial,
    que mata a sede física
    e promove prosperidade nacional.

    Nossa fonte é transformadora:
    saúde para o corpo e para a mente,
    mente que se oferece
    para carregar o orgulho de nossa gente.

    Vem o dia mais importante,
    o dia do verdadeiro reconhecimento
    de que a nossa nação depende
    da juventude aguerrida desse nosso Brasil-continente.

    Carlos de Campos
    Foto por Bruno Curly em Pexels.com
  • Silêncio do meio-dia

    Esse verso é do poema Silêncio do meio-dia, que escrevi pensando na dor que só o silêncio traz. O que te incomoda mais que o frio?

    poema Silêncio do meio-dia
    poema Silêncio do meio-dia
  • Individualmente criamos o mal?

    Individualmente criamos o mal?

    O homem a escolheu para fazer parte de sua vida
    Na vida só temos dois caminhos:
    Ser bom ou ser mau.
    No final, a última palavra é do indivíduo.

    O homem, em sua essência, nasce livre;
    Ao crescer cognitivamente, vai perdendo sua liberdade,
    Vai perdendo a capacidade de ver além da mesquinharia,
    Sua vontade é cooptada pela preguiça de lutar.

    Rendo-me à maldade humana,
    Ao ódio e à pura vingança.
    Na escolha mais cômoda, permaneço,
    Porque medir as consequências dá muito trabalho.

    Mentir é mais fácil do que falar a verdade,
    Mentir não exige compromisso com a realidade.
    Nunca se esqueça:
    Minha escolha foi instigada pela preguiça.

    Nossas escolhas não podem ser terceirizadas,
    Nem nossas responsabilidades delegadas.
    Não existem escolhas sem preço,
    Pelo bem ou pelo mal, de alguma forma, seremos cobrados.

    Nossas escolhas individuais repercutem no todo,
    Tudo o que fazemos são atos comunitários.
    Nossas vidas não estão desconectadas do mundo,
    Um ato de bondade ou de maldade grita no ser de cada um.

    Carlos de Campos

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    Foto por KoolShooters em Pexels.com