Estou muito deprimido. Um mar de ilusão me afoga. O que faço nessa situação? Além de olhar fixamente para a parede?
Insisto no mar envolto, Destituir a minha tristeza. Sou mais forte. Só preciso começar a lutar. Eu sei que não será fácil. Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.
Sei que na guerra o único instinto é sobreviver. Sou sobrevivente de tantas guerras. O sangue que já regou o front dessa trincheira. Sou a vida, sou a morte. Sou as derrotas, sou as vitórias. Sou só mais uma pessoa querendo viver.
O meu olhar se volta para o meu filho. O meu ser se enche de esperança, Da mais doce e profunda esperança, É com amor que se vence o ódio.
Os rumores desse fato Fica por conta dessa alma Que caminha acorrentada em sua própria alma No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe Percebe o que não quer perceber Que as suas correntes estão presas a você A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta Na corrente de nossa própria ignorância Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente As correntes dos desesperados Que esperando já não aguenta mais O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão Observe a chave dessa corrente Pare por um momento Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave A chave dessa corrente que está presso a você Reflita no tempo do seu tempo O tempo de utilizar a sua chave.
Ah, os loucos! Tidos como incapazes, observam o que a nossa mente sóbria não percebe. Sóbria? A verdade sempre dói.
Me diga a verdade. Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade. Somos a história de nossas meias verdades. Ah, os loucos! A verdade sempre dói na carne.
Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade, com a promiscuidade latente em nossa mente. Mentimos para nos escondermos da nossa realidade. Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro. Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.
Vem e veja essa dor. É a dor feita de verdades, verdades que tentamos esconder. Ah, os loucos! Não temem a verdade que dói o dia inteiro.
O homem a escolheu para fazer parte de sua vida Na vida só temos dois caminhos: Ser bom ou ser mau. No final, a última palavra é do indivíduo.
O homem, em sua essência, nasce livre; Ao crescer cognitivamente, vai perdendo sua liberdade, Vai perdendo a capacidade de ver além da mesquinharia, Sua vontade é cooptada pela preguiça de lutar.
Rendo-me à maldade humana, Ao ódio e à pura vingança. Na escolha mais cômoda, permaneço, Porque medir as consequências dá muito trabalho.
Mentir é mais fácil do que falar a verdade, Mentir não exige compromisso com a realidade. Nunca se esqueça: Minha escolha foi instigada pela preguiça.
Nossas escolhas não podem ser terceirizadas, Nem nossas responsabilidades delegadas. Não existem escolhas sem preço, Pelo bem ou pelo mal, de alguma forma, seremos cobrados.
Nossas escolhas individuais repercutem no todo, Tudo o que fazemos são atos comunitários. Nossas vidas não estão desconectadas do mundo, Um ato de bondade ou de maldade grita no ser de cada um.
Carlos de Campos
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Indignado, dou meia volta e saio Saio de sua frente Sem saber para onde ir Caio na vida.
Não faz sentido algum essas brigas Nossas indas e vindas têm que acabar O medo de perder só nos faz enlouquecer E, sem razão alguma, brigamos.
Lutamos por nossas "razões" abstratas Colocando de lado o sentimento verdadeiro O mesmo sentimento que nos uniu E que nos esforçamos para destruir.
Logo tudo acabará O que ficará como nossa memória? Qual sentimento prevalecerá em nossas almas? Essa experiência nos permitirá amar e ser amados novamente?
O amor não pode falar nesse relacionamento Nossas exigências o neutralizam O convite ao término chegou sem aviso prévio.
Que a relação mal-sucedida não nos enfraqueça Da próxima vez, que o amor seja ouvido e seguido Que das brigas, o diálogo sempre saia fortalecido.