Tag: poema espiritual

  • No interior de minha alma, eu me encontro



    No interior de minha alma, eu me encontro

    Inteiro, me encontro,
    descendo no mais profundo de minha alma.
    Desço em meu ser,
    na heparina chamejante
    que está acesa em mim desde sempre.

    E aí me encontro.
    Contemplo sua magnífica beleza,
    o chamado à poesia.
    Inclino-me para ouvir,
    ouço com profunda atenção.

    Do centro dessa chama,
    tudo se torna claro.
    Na distância do ser,
    existe a presença que nos aproxima,
    que nos guia
    e é quem nos orienta.

    No centro de minha alma,
    dentro da imensidão,
    eu me torno quem nasci para ser.
    Ouço a voz que me guia,
    da chama de minha alma,
    que acesa se encontra
    desde sempre.

    Eu aceito o que preciso aceitar,
    desfruto de cada sinal
    que a minha alma dá.
    Eu sou a poesia,
    eu sou a beleza contemplativa,
    sou uma beleza extraordinária.

    No profundo de minha alma,
    eu me desperto.
    Não de qualquer coisa:
    desperto para a minha missão,
    desperto para as palavras.

    Profundo,
    cada vez mais profundo,
    sei exatamente o que devo fazer,
    sei como fazer.
    É mais simples que tirar água do poço,
    levar até a boca
    e matar a sede da alma.

    É profundo e imenso,
    em nada se funde,
    em nada desperta:
    é alma desperta,
    palavra fumegante
    diante do meu ser.

    Sou quem nasci para ser,
    sou alma apaixonada,
    sou diamante lapidado,
    sou certeza e árvore frutífera,
    sou a clareza,
    sou o despertar das nações.

    No interior de minha alma,
    sou cada palavra,
    sou cada consciência
    que surpreende a emoção.
    Momento de mais pura intimidade,
    em nada eu me pareço.

    Imito desejos profundos,
    mas sou a pureza dos desejos.
    O que parece com tudo,
    sou o que há de mais inédito no mundo.

    Sou a chama ardente
    que arde em cada ser,
    que provoca cada alma
    nos túneis da existência.
    Eu existo com a mais bela poesia.

    No arder, nasce a vida,
    cada um buscando sentido:
    sentido para sentir,
    sentido para existir.

    Sinto, em cada palavra que escrevo,
    a vida existindo,
    o amor transformando
    saudades em memórias,
    almas em rosas,
    rosas nas mais belas poesias.

    No interior da chama ardente,
    a chama atravessa a alma.
    Desço —
    importante é voltar
    para sempre contemplar
    a essência onde habita
    a minha vocação para amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com
  • Te amo com cada célula do meu corpo


    Te amo com cada célula do meu corpo

    Infinito é o amor
    Que encontram os corações abertos.
    Os corações, mesmo os feridos,
    São capazes de amar.

    Você foi feito para o amor,
    Para curar por meio do amor.
    Você é convidado a se derramar de amor.
    Ouça: é o amor que te chama.

    Rompem-se os muros de gelo.
    Cada gota mata a sede da humanidade,
    A sede de amor.
    Tudo flui.

    O teu sonho
    É saciar a sede dessa humanidade,
    A sede do amor,
    Amor que está sedento para amar.

    Teu coração transborda saudades,
    Tuas mãos percorrem memórias,
    Tua existência transpira a mais pura gratidão,
    A gratidão dos que amam de verdade.

    O meu coração se derrama em ti,
    O meu olhar te acolhe,
    O meu corpo busca o teu corpo.
    Nessa união nasce o nosso amor.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com