Tag: poema filosófico

  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com
  • A fundação de toda a nossa vida



    A fundação de toda a nossa vida

    Mar límpido e calmo
    diante da minha vida agitada.
    O meu medo ronda.
    O que esperar de tudo isso?

    Estou assustado.
    Estou me sentindo infeliz.
    Nada é mais como antes.
    Como era antes?

    É precioso o meu pensar,
    o existir na capacidade do existir.
    É precioso o nosso olhar,
    na capacidade de sempre acolher.

    É infinito quem sabe abraçar,
    na capacidade de viver.
    É infinito o seu coração,
    mesmo nas duras penas da vida.

    É vida sendo expelida,
    é ave alimentando os seus filhotes.
    Não há dor neste momento,
    nem existe solidão.

    Há esperança brotando na rocha.
    Tudo, absolutamente tudo,
    ecoa a bondade do homem.
    Tudo é mar tranquilo novamente.

    Carlos de Campos
    Foto por sumit see em Pexels.com