Tag: poema filosófico

  • Quão bom é estar livre?

    Quão bom é estar livre?


    Desejos envolventes passam por minha mente. Desejos, como diz o nome, são desejos. Em cada fibra do meu ser, pulsa insistentemente o desejo — desejos envolventes. Quem pode contê-los? Para onde fugiremos?

    São intensos, percorrem todo o meu corpo a cada momento — ora mais evidentes, ora nem tanto. É desejo sobre desejo, afogando-nos, dispersando-nos. Onde vamos parar com tantos estímulos?

    Nem sempre estamos no controle de nossas emoções. De repente, somos tomados por tanta tristeza; nos afundamos em uma overdose de estímulos. Desejos mal digeridos… fugimos para não encarar a realidade onde antes havia apenas prazer.

    E se formos contra os nossos instintos? Quem, em plena consciência, pode se gabar de ser um ser evoluído? Quem, nesta Terra, não está sob o domínio do desejo — desses desejos que viciam e nos enchem de manias?

    Insisto em reclamar aos quatro cantos algo que está longe de ser novidade, mas que nos torna todos dependentes dessa experiência. É o desejo que nos domina por inteiro — e do qual estamos aprisionados.

    Meus sonhos estão cada vez mais enfraquecidos, distantes da realidade. Sinto-me deprimido, constrangido por meus instintos, que a todo instante me cobram por seus desejos insaciáveis.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 08/10/2025 às 20 horas, acontece uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito. No canal do youtube @ memoria e poesia

  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com