Tag: poema filosófico

  • Bebê Reborn denuncia um mundo em frangalhos




    Bebê Reborn denuncia um mundo em frangalhos

    Em meio às lutas diárias,
    em meio aos afetos que não nos afetam,
    Reborn — o substituto dos afetos verdadeiros —
    nos revela o nosso mais humano desespero.

    Humanidade que se passa por forte,
    que se esconde em aparências,
    descoberta por uma boneca:
    a realidade está fragilizada.

    Humanidade fragilizada, por que se esconde?
    É o medo da verdade?
    Egoicidade que já não pode ser sustentada?
    O movimento vem de fora para dentro.

    A humanidade fragilizada está acuada,
    tenta disfarçar que ainda não foi descoberta,
    segue acuada...
    escondendo-se nos delírios do ego.

    O mundo está na UTI,
    e dificilmente sairá com vida.
    A cura da alma é uma cura complexa;
    a alma exige a nossa participação colaborativa.

    Um ser humano fragilizado aceitará
    que estamos vivendo em um mundo doente?
    E que nós somos seu principal agente causador?
    A cura da alma exige de nós essa aceitação.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com