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  • Livro 12: Anatomia de um sonho (Poema 01/60) Quando, na vida, é preciso estar atento

    Quando, na vida, é preciso estar atento

    Livro 12: Anatomia de um sonho (Poema 01/60)

    Quando, na vida, é preciso estar atento

    Fugaz é amar alguém
    Quando se pensa em amor limitado,
    Amor por contrato,
    Amor que vai escorregando pelas nossas mãos.

    O amor que se vai em uma hemorragia,
    Em uma noite mal dormida.
    Amor, quem é você realmente?
    És um mito ou verdade?

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    Muitas são as decepções com o amor,
    Uma palavra bonita carregada de energia,
    De uma beleza de sentido
    Que é facilmente soterrada pelo nosso egoísmo.

    Quem és tu, pobre amor?
    Além de ser um ladrão?
    Uma droga altamente viciante?
    Um serial killer?

    Não sei quem é você, meu nobre amor.
    Não consigo confiar em seus encantos.
    Você já me produziu vários desencantos.
    Como você pode existir
    Quando depende da relação entre duas pessoas?

    Estou bem em ficar longe de suas ilusões,
    De suas carícias estéreis.
    Não, não acredito no amor.
    Ou devo me entregar às suas doces ilusões?

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso
  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01