Tag: Poema narrativo

  • Vi o seu poder – Poetrix

    Vi o seu poder 

    Capacidade de se desintegrar.
    É assustador e, ao mesmo tempo, fascinante.
    Extraterrestres existem?

    Carlos de Campos
  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi 

    O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Procuro o vento que me levará até você,
    um sonho de criança:
    navegar em alto-mar.
    Nas linhas deste caderno, viajo com você.

    Nas diversidades das culturas,
    neste imenso almanaque de sabores,
    eu sou você,
    você que deseja repartir a sua experiência.

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    Vou desbravando este mar,
    não como um colonizador,
    mas como um amigo que busca as convergências culturais
    para celebrarmos mais uma amizade verdadeira neste cais.

    Vou aonde o mar me leva,
    onde as culturas se encontram
    e o medo dá lugar à experiência do convívio.
    Feliz, sigo neste novo desafio.

    O momento especial é estar com você,
    com todas as nossas diferenças latentes.
    Encontro em você a nossa unidade,
    porque a verdadeira celebração que nos une
    está em nossas diferenças.

    No mundo em que vivemos,
    vivemos como uma família que mora na mesma casa,
    onde as nossas diferenças
    se fazem raízes em um longo olhar amoroso.

    Carlos de Campos

  • Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
    Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    No entardecer daquela sexta-feira,
    tudo acontecia naturalmente.
    Pensar, hoje, no que aconteceu
    é muito difícil para mim.

    Minha memória
    tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
    Por isso, vivo em constante negação:
    a memória de alguém que prefere não se lembrar.

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    O que aconteceu não foi uma ação humana.
    Não. É até difícil de acreditar.
    Estávamos no quartel,
    na torre do Distrito Norte.

    — Peçam apoio aos caças!

    Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
    Tudo aconteceu em segundos para mim,
    mas meu comandante disse
    que ficamos desaparecidos por cinco anos.

    Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
    que tudo estava tranquilo,
    exceto por um cheiro estranho.
    Não conseguia distinguir de onde vinha.

    Parecia que vinha de fora.
    Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
    Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
    Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Distante do amor e próximo da dor

    Distante do amor e próximo da dor

    Loucura e morte,
    Imposição e medo,
    Desvio de caráter sem receio,
    Distante e tão perto ao mesmo tempo.

    É o tempo da distopia,
    Dos que não eram
    E passaram a ser vistos desde então.
    É o tempo do confronto da razão.

    Ninguém sairá vitorioso dessa batalha.
    Mercenários da ilusão,
    De um mundo em contínua submissão,
    Onde tudo se tornou um fracasso.

    Iluminados de autoritarismo
    Se somam aos ridicularizados.
    Ninguém estará fora ou dentro
    Dessa intervenção.

    Isolados e com medo, é como estamos:
    Distantes e próximos de nada,
    Do amor que eu perdi
    E, perdendo, me machuquei.

    É por dores assim que me movimento.
    Decepções são como baldes de água fria.
    Nem todos têm a mesma cabeça para lidar com a situação.
    Sofrimento: alimento para a alma dos decepcionados.

    Distante é como estou.
    Cada um segue o seu destino,
    Distinto e, ao mesmo tempo, próximo
    No sofrimento que nos une como irmãos.

    Diante do absurdo,
    O susto.
    Meus dias passam atropelando tudo.
    Eu sinto muito!

    Quem é o maior egocêntrico?
    O que o mundo deve esperar do homem?
    Do amor que nunca vem?
    Da ilusão que é a nossa realidade?

    Solidão: castigo dos corações apaixonados,
    Dos amores que nunca foram realizados,
    Da distância que nunca foi tão próxima,
    Alma que não soube amar na oportunidade que teve.

    Do céu buscam o socorro.
    Na Terra produzem destruição em massa,
    Tudo em nome da nobre arte de amar,
    Das virtudes que são violentadas.

    No mundo em que o caos é o imperador,
    Os soldados são os desesperançados,
    Forçados ao front de batalha,
    Sucumbem em êxtase de esperança.

    Faz-se ver ao longe,
    Caminhando entre corpos e escombros,
    A esperança!
    Recolhendo os corpos despedaçados.

    Limpando as feridas dos sobreviventes,
    Alimentando a alma dos esfomeados.
    Quem és tu, bela donzela?
    Como ousas salvar os meus condenados?

    Deixa-os para serem alimento de minha irmã, a morte.
    Quem leva a sério esses humanos tão patéticos?
    Deixa que suas almas alimentem a morte.
    Saia daqui!

    Imersa em solidariedade,
    Aquela honrada jovem continua o seu trabalho,
    Doando-se em amor, tempo, esperança e cuidado.
    Ao longe, ainda se pode ouvir o imperador vociferando.

    Palavrões, insultos e ordens de guerra são direcionados,
    Tudo em uma tentativa em vão de dissuadi-la de sua missão.
    Nesse momento, nada e ninguém é capaz de movê-la de seus propósitos,
    Na firmeza de seus passos descalços.

    Caminhante nessa vida,
    Alimenta almas e corpos com o dom sagrado,
    Com os dois únicos dons capazes de salvar esta humanidade.
    Cantemos ao amor! Cantemos à solidariedade!

    Carlos de Campos
    Foto por Jonathan Borba em Pexels.com