Não existe anistia para quem atenta contra a democracia
O que está acontecendo com a gente?
Nós nos perdemos pelo caminho,
Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
O que aconteceu com a gente?
Carlos de Campos

Não existe anistia para quem atenta contra a democracia
O que está acontecendo com a gente?
Nós nos perdemos pelo caminho,
Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
O que aconteceu com a gente?
Carlos de Campos

Livro 1: A Arte da Trégua
Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)
O que está acontecendo com a gente?
Nós nos perdemos pelo caminho,
Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
O que aconteceu com a gente?
Desejos mesquinhos,
“Poder” conservador,
Destituído de nossa razão,
Pressão que não acaba mais.
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Jogados na cadeia,
Vivemos na mais pura ilusão.
Acordar desse delírio coletivo
Ainda é muito dolorido.
Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
A verdade que todos os dias me consolava.
Os desejos se foram;
Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.
A solidão que fica nesta cela cheia
É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
Quando tudo o que me resta
São os anos que ainda restam nesta cela.
Tudo o que vivi
É repleto de muita mágoa,
Desejos dedicados a uma ilusão:
A ilusão de ainda receber a visita de alguém.
Carlos de Campos
16AL01

Vislumbrei-me por um pé de golpe
Deu no pé,
no pé.
Quando a justiça investigou,
tudo desmoronou.
Nenhuma ilusão resistiu
à mudança.
Só no mundo paralelo ficou;
de pé ficou.
No pé, apodreceu
qualquer narrativa de inocência,
qualquer ato que contradiga a realidade.
A realidade é dura,
e foi ela que prevaleceu.
No pé descalço,
a realidade machuca.
A verdade se fez ver e ouvir,
e nenhum inocente foi condenado.
Em meio a conflitos, seguimos;
seguimos firmes com a verdade.
A verdade é que, debaixo de nossos pés,
existe um mundo real girando.
A verdade venceu nesse momento.
Cautela e atenção é sempre bom ter.
A guarda da democracia
conta sempre com você.
Carlos de Campos

A nossa teimosia em duvidar é a nossa maior fraqueza
São suas escolhas,
Escolhas de uma vida,
Escolhas escondidas,
São suas escolhas.
Quem somos nós,
Detentores desse poder,
A tentar, de alguma forma,
Usurpar a força, o poder?
Em meio à tormenta,
Ouço vozes que ainda desafiam
A costurar uma trama golpista.
Ouça comigo essas vozes que desafiam a democracia.
São cínicos travestidos de democratas,
Querem tomar a nossa pátria,
Querem provocar o caos.
É preciso domesticar, na força da lei, esses abutres.
Em meio ao caos,
As ervas daninhas revigoram suas forças.
Os anseios desconectados da realidade
São um perigo para a nossa sociedade.
Infelizmente, ainda duvidamos da ação das forças das trevas
E de sua capacidade de se organizar.
Pensar dessa maneira
É entregar, em uma bandeja, a nossa democracia.
Carlos de Campos

Quando iremos acordar para a realidade?
Vão as nossas esperanças
Em uma tarde qualquer de domingo
Vão os nossos sonhos
De um sonho qualquer que tivemos.
Vão as esperanças
De um país que sonhava
Sonhava, um dia, em ser grande
Em uma tarde qualquer, tudo se desfez.
O sonho de ser uma nação unida
O sonho de ser uma nação acolhedora
Quando acordamos desse sonho?
Quando a realidade bateu duro em nossa cara?
Tudo começou muito antes daquele domingo
A realidade sempre esteve diante dos nossos olhos
Nós que fingimos não enxergá-la
Nós que preferimos nos manter acomodados.
Um sonho é sempre bem-vindo
Quando nos ajuda a seguir em frente
Um sonho, quando ofusca a realidade,
É um sonho muito perigoso de se sonhar.
Inimigos da realidade, todos nós fomos
Continuaremos a sustentar esse delírio?
Do que temos medo?
Temos medo de olhar para a realidade e nos descobrirmos fracassados?
Carlos de Campos

Brasil, a terra do sorriso gentil
Tua nação está por um fio,
Distante do orgulho nacional.
O que você anda fazendo com tua história?
Terror e ódio é o que lhes convém.
Você é manipulado.
Tuas intenções estão todas contaminadas,
E você nem sabe por que embarcou nessa.
É heroico ter a coragem de voltar atrás.
Tua conduta é deturpada
E te carrega para o precipício.
Teus desejos não são os teus desejos:
Tua alma foi vendida.
Filhos da pátria,
Do solo gentil,
É preciso estar vigilante
Para salvaguardar a democracia.
Oh, filhas e filhos do Brasil,
Esses momentos são dolorosos
E essenciais para o vosso amadurecimento.
Fortalecei-vos no campo durante essa batalha.
Ao teu coração deixo esta mensagem:
Nada e ninguém será capaz de tirar a sua alegria.
Nascestes em um solo em que corre leite e mel;
Só deixe o seu coração escancarado.
Carlos de Campos
