Estou muito deprimido. Um mar de ilusão me afoga. O que faço nessa situação? Além de olhar fixamente para a parede?
Insisto no mar envolto, Destituir a minha tristeza. Sou mais forte. Só preciso começar a lutar. Eu sei que não será fácil. Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.
Sei que na guerra o único instinto é sobreviver. Sou sobrevivente de tantas guerras. O sangue que já regou o front dessa trincheira. Sou a vida, sou a morte. Sou as derrotas, sou as vitórias. Sou só mais uma pessoa querendo viver.
O meu olhar se volta para o meu filho. O meu ser se enche de esperança, Da mais doce e profunda esperança, É com amor que se vence o ódio.
Hoje, ao pensar em você, me sinto mais calmo. Nada é mais importante quando estou com você. Tudo é mais colorido, menos chato. Você dá sentido à minha vida. Enquanto o amor for cultivado entre nós, nós seremos invencíveis diante da solidão. É no toque que tudo se renova: na liberdade, no respeito é que o amor cresce, no diálogo, na confiança é que tudo se fortalece. Eu e você em uma sincronicidade libertadora. O amor que beija calorosamente é o mesmo amor que se sustenta nos desafios.
Tudo é dependente do amor
Homem caído na sarjeta,
pela madrugada observo.
Sem dignidade,
esconde os seus preconceitos.
O desespero aumenta,
não existe paz em seu coração.
Os dias são traiçoeiros.
Escolhi me perder
dia a dia.
Me perco em meus desejos,
sem filtro me escondo.
Tudo é opção.
Os escombros são a minha alma.
Peco
com meus desejos.
Pecado é ter você
sem sua roupa em minha cama.
Pecado é amor.
Disse o meu ego:
“Tuas asas estão presas em mim.
O teu corpo é meu corpo.
Meus são também os seus amores.
Tuas amantes são minhas.
O teu prazer solitário são todos meus.
Meus são os seus dias,
a lua da sua noite,
o que os seus olhos tocarem.”
Nos túmulos fétidos,
corroídos por vícios,
túmulos lindos
ocultando a nossa última missão.
Na mais doce ilusão
de que vamos viver no paraíso.
O tempo é o instante perdido,
desejo desfeito,
perdido a procurar
do êxtase o momento.
Procuro o tempo no tempo,
no amargo da solidão.
Onde o amor se ausenta,
o delírio se mantém,
a violência impera
como um incômodo graveto
que inflama a ponta do dedo,
que destrói toda a nossa paz.
A minha evolução depende de você.
Não existe sociedade individualista.
Não se constrói dignidade com ódio.
Nada floresce no deserto,
em um corpo sem coração.
Tudo o que vive e respira
precisa de nossa unidade.
Cabe a cada um de nós querer.
Carlos de Campos
Quem, absorvendo o amor, o ignora? Quem compreende as ideias quiméricas do amor? Quem é o amor? O que se pode esperar do amor?
Cada coração como oferta ao amor? O amor é um ente? Por que amar? O amor é uma energia?
Eu, em nada, me vejo amando. São só conceitos abstratos. Nem sabemos o que é o amor, e não fazemos a menor ideia do que seja.
Seguimos uma ideia do que é o amor. O que é o amor? O amor, como nós compreendemos e vivemos, é cárcere privado.
Ninguém ama na essência do que é o amor. O amor é essencialmente liberdade. Liberdade em sua plenitude. O amor é liberdade no cuidado. O amor é a plenitude da confiança.
Quem ama é totalmente livre. Quem ama se sente cuidado e liberto. Quem ama de verdade transgride o conceito vigente do patriarcado. Amar é viver em um jardim aberto.
Em dias de frio, me sinto só, sofro por sua ausência. Você me faz querer sonhar, sinto sua falta!
São raros os momentos em que não penso em você. Mesmo estando casada, sinto necessidade, porque você se tornou tudo o que mais quero. Preciso tanto do teu abraço.
O seu lugar em meu coração está reservado. Nos dias frios, me aqueço em suas lembranças. Despojada, um dia quero estar em tua presença. Quero, uma única vez, poder me sentir amada.
Carlos de Campos
Even Married, I Still Feel Cold
(Adapted from “Nos dias frios, preciso ser amada por você”)
On a cold day like this, emotions wrap around me. An emptiness echoes— I catch myself crying. A woman full of longing, I ache to live in joy, to be whole, fully a woman. Only you are missing. My instincts awaken, pulses flow in harmony. Something in me wants you— utterly present, completely mine. In cold days, I feel alone, bruised by your absence. You make me believe in dreams. I miss you—so much. Rarely does a moment pass when you're not on my mind. Even though I'm married, I crave you still. Your embrace, your space in my heart, is already taken—by you. On cold days, I warm myself in your memory. Stripped of pride, I long to be near you, just once, to feel what it's like to be truly loved.