Os rumores desse fato Fica por conta dessa alma Que caminha acorrentada em sua própria alma No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe Percebe o que não quer perceber Que as suas correntes estão presas a você A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta Na corrente de nossa própria ignorância Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente As correntes dos desesperados Que esperando já não aguenta mais O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão Observe a chave dessa corrente Pare por um momento Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave A chave dessa corrente que está presso a você Reflita no tempo do seu tempo O tempo de utilizar a sua chave.
É corrida às cegas, cega como nossa ilusão. Quando percebemos, tudo se foi, foi com a mesma rapidez com que chegou.
Morrer é o caminho natural da vida, de uma vida que insiste na rebeldia, na rebeldia que só reproduz caos, caos de uma vida cega pela ambição.
Não é minha responsabilidade salvar o mundo. O mundo é um ser vivo que sabe se proteger. Cada pessoa sabe sobreviver, e cada escolha tem a sua consequência.
O que aconteceu com a gente? A gente que era gente, e agora somos que tipo de gente? Agentes do caos é o que somos?
O que estamos esperando? Quando retomaremos nosso equilíbrio elementar? A nossa capacidade de nos reorganizar? De investir mais em princípios e menos no caos?
Liberdade é a sensação de leveza. Mesmo diante do caos, se permanece leve. Nas contradições da vida, se mantém em equilíbrio. Na morte, se encontra com a vida.