Estou muito deprimido. Um mar de ilusão me afoga. O que faço nessa situação? Além de olhar fixamente para a parede?
Insisto no mar envolto, Destituir a minha tristeza. Sou mais forte. Só preciso começar a lutar. Eu sei que não será fácil. Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.
Sei que na guerra o único instinto é sobreviver. Sou sobrevivente de tantas guerras. O sangue que já regou o front dessa trincheira. Sou a vida, sou a morte. Sou as derrotas, sou as vitórias. Sou só mais uma pessoa querendo viver.
O meu olhar se volta para o meu filho. O meu ser se enche de esperança, Da mais doce e profunda esperança, É com amor que se vence o ódio.
Rasgo, em meu peito, essa flor, dor desse espinho cravado, pus da inflamação de um ódio cultivado no cotidiano.
Ódio sem precedente, que machuca o meu peito febril. É insuportável, e eu preciso agir, e a violência acaba sendo o meu refúgio.
Que a violência não é remédio, eu sei. Sei que essa dor é insustentável, que essa pressão me enlouquece, me distanciando da minha sanidade mental.
Não tenho ninguém por mim. Tudo leva a duvidar do meu caráter. Não olham para o meu peito sangrando, nem para esse corpo em estado febril.
Sucumbirei a qualquer momento nesse abraço apaixonado que transfere para o seu peito o meu espinho de dor. Teu beijo acolhedor desinflama a minha alma.