Tudo é dependente do amor Homem caído na sarjeta, pela madrugada observo. Sem dignidade, esconde os seus preconceitos. O desespero aumenta, não existe paz em seu coração. Os dias são traiçoeiros. Escolhi me perder dia a dia. Me perco em meus desejos, sem filtro me escondo. Tudo é opção. Os escombros são a minha alma. Peco com meus desejos. Pecado é ter você sem sua roupa em minha cama. Pecado é amor. Disse o meu ego: “Tuas asas estão presas em mim. O teu corpo é meu corpo. Meus são também os seus amores. Tuas amantes são minhas. O teu prazer solitário são todos meus. Meus são os seus dias, a lua da sua noite, o que os seus olhos tocarem.” Nos túmulos fétidos, corroídos por vícios, túmulos lindos ocultando a nossa última missão. Na mais doce ilusão de que vamos viver no paraíso. O tempo é o instante perdido, desejo desfeito, perdido a procurar do êxtase o momento. Procuro o tempo no tempo, no amargo da solidão. Onde o amor se ausenta, o delírio se mantém, a violência impera como um incômodo graveto que inflama a ponta do dedo, que destrói toda a nossa paz. A minha evolução depende de você. Não existe sociedade individualista. Não se constrói dignidade com ódio. Nada floresce no deserto, em um corpo sem coração. Tudo o que vive e respira precisa de nossa unidade. Cabe a cada um de nós querer. Carlos de Campos

