Defender a democracia é proteger a própria vida
Se observa a falta de comprometimento
É a condição imposta
Sujeito ao submundo
Disperso pela vida.
Ninguém sabe que sabia
Pela noite adentro se tramava
Que a pátria seria aniquilada
Tomada no golpe.
Não cante vitória
Nem conte com nossa rendição de mão beijada
Essa nossa jovem democracia
Será defendida com a própria vida.
Onde existe democracia, existe a força popular
O direito fundamental
Diálogo e muita resistência.
A defesa da democracia é preservar a vida
Se, hoje, o sol brilha em seu rosto
É porque vive em uma democracia.
Carlos de Campos
Tag: poema
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Documentário BBC | 8 de Janeiro: o dia que abalou o Brasil
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Sou o príncipe da escuridão
Sou o príncipe da escuridão
Imperdoável é cada ato.
É um ato que instiga memórias,
é um ato perfeitamente incompreensível,
é um ato que desequilibra o dia.
Sou um átomo de miséria,
de irrelevância quântica.
Sou um nada;
nos dias frios, sou a tristeza.
O grito reprimido,
as mãos atadas,
o ideal desprezado,
nada além de ser só mais um.
Enquanto existir o amanhã,
a alegria em mim se apagará;
o desejo estará escondido,
e o medo triunfará.
Os demônios entram em minha vida,
percorrem a minha mente com sua orgia:
depravação da hiper-hipocrisia.
Do ventre nasce um bezerro de ouro.
Os dias passam sem passar,
os meses estagnaram
na odiosa sensação de perfeição.
Sou só mais um perfeito imperfeito.
Carlos de Campos
Foto por SHVETS production em Pexels.com -
Existe um plano mundial, e você não pode saber
Existe um plano mundial, e você não pode saber
Vê: o paraíso existe.
Libélulas indicam para nós o caminho,
o caminho da gratidão,
dos pequenos momentos felizes.
Os desvios que a vida nos obriga a fazer,
em um simples ato de amor,
intenso,
que reverbera em todo o nosso ser.
Enquanto a solidão me abraça é um livro para quem busca paz, sentido e amor nos pequenos gestos — disponível na Caravana Grupo Editorial
A beleza ilumina a minha mente,
meu corpo se ancora
em tuas mãos poderosas.
Quero a paz em minha alma.
Música para minhas células,
que fazem festa de alegria,
celebram a força da fortaleza
que derrama tanta satisfação.
O paraíso existe,
e precisamos vivenciá-lo
em cada simples ato de generosidade.
Abrem-se comportas de bondade.
Estes são os sonhos de nossas almas.
Tudo existe para nos fazer felizes.
A felicidade nos quer alcançar.
E você quer ser feliz?
Carlos de Campos
Se este poema falou com você, continue a leitura em outros textos no blog Memória e Poesia — memoriaepoesia.com
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Do movimento à calma
Do movimento à calma
É movimento, é movimento.
A alma também se movimenta.
Fogo incontrolável é movimento,
movimento devastador e contínuo.
O movimento deixa marca
que passa de geração em geração,
e você pode romper com isso,
dar mais freio para esse movimento.
Freie e o deixe parar;
que esse movimento cesse.
Sinta, em seu peito, o movimento parado;
veja o esquecido, empoeirado.
Invista nessa calmaria,
na beleza que ganha novas cores,
no fogo que aquece e não queima,
na vida que te convida a respirar mais fundo.
Veja, sinta dentro de você
a calmaria instalada,
esse delicioso barulho de água,
de água correndo livre.
Que você siga daqui por diante sentindo —
sentimento, sentindo…
sentindo tudo dentro de você:
tranquilidade, cara a cara, surpreendido.
Carlos de Campos
Foto por Michael Hamments em Pexels.com -
Na medida em que adormeço
Na medida em que adormeço
É o vento quebrando nas folhas das árvores. É a solidão deitada no vazio, música insistente para a sua mente. Abraço esse sentimento que já é tão meu.
Carlos de Campos
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Os dias que marcaram a alma
Os dias que marcaram a alma
Os momentos em que passamos juntos
foram sonhos que ainda reverberam,
sonhos que preferimos continuar sonhando.
Foram momentos intensos.
Foi quando me dei conta
dos dias que já se passaram,
do teu toque em mim,
da falta que você me faz.
Os dias passam depressa,
as noites são longas demais.
Não há nada que eu possa fazer,
só continuo pensando em você.
É solidão,
é amor,
é ausência.
É como estou agora.
O amor está sozinho,
perambulando pelas ruas,
triste…
encontra-se desolado.
O sofrimento é desmedido,
o destino, particularmente doloroso.
A vida está sem rumo.
Como eu estou por dentro?
Carlos de Campos
Foto por Mikhail Nilov em Pexels.com



