Tag: poema

  • O destino ligado diretamente à política

    O destino ligado diretamente à política

    A mão invisível de um poder que nos oprime, que rejeita as vozes mudas de uma população cansada pelos inúmeros desmandos. O povo está saturado de políticos que privilegiam seus próprios interesses.
    Nada justifica tantos privilégios para que nada de bom seja produzido. É notável o desprezo de alguns políticos pelo povo, pelas pautas sociais, pelos interesses da população. Seu único interesse é se manter, a todo custo, no poder.

    O descuido com as coisas públicas, o desprezível ataque à democracia e o caos que vai sendo implementado aos poucos. O nojo violento por causas populares. Onde estão os representantes do povo?
    O povo dormita, enquanto é saqueado em sua dignidade. Não sabe como reagir por ainda estar preso às falácias politiqueiras. Quando reage, reage mal, não visando o bem coletivo.

    A empolgação por dias melhores só terá razão de ser caso a população, de uma maneira única e nunca vista na história deste país, se una em um só coração e em um só espírito democrático pelo bem-estar coletivo, fazendo uma dedetização nas urnas para banir, via voto, todos os políticos de todos os partidos que, de alguma forma, jogaram contra o presente e o futuro do Brasil e dos brasileiros e brasileiras, que jogaram contra as pautas de interesse de todos. Nossa resposta contundente precisa e deve ser nas urnas.

    Não podemos mais continuar acreditando que a política só atrapalha, que não pode ser nossa prioridade e que, por isso, não precisa ser levada a sério. A política precisa ser a nossa prioridade, porque é um instrumento essencial para as nossas vidas. É a política que, no final das contas, vai determinar o nosso futuro. O meu trato com a política hoje é o fruto que iremos colher amanhã. Precisamos ter responsabilidade com o modo como fazemos política, porque, sim, em todos os momentos de nossas vidas estamos fazendo política. Que tipo de política você tem trabalhado no seu dia a dia?

    Carlos de Campos

    Foto por Lara Jameson em Pexels.com
  • Parasitas conscientes do seu fim

    Parasitas conscientes do seu fim

    Somos a potência do desequilíbrio da natureza. Somos parasitas, a única e principal causa de toda destruição existente neste planeta. Quem mais tem o dom de chegar a um lugar e destruir em poucas horas? Quem mais produz toneladas de lixo ao ponto de não ter mais onde descartar? Quem mais paga de intelectual elevado, mas é incapaz de conter a si mesmo e continua a destruir e destruir em tempo recorde? Somos nós, seres humanos parasitas.

    É com pesar que, olhando para o cenário atual, não consigo vislumbrar nada — nem mesmo uma fagulha de otimismo — de que o ser humano está minimamente convencido a parar e começar uma mudança de fato. Até o momento, tudo o que foi feito não provocou nenhuma transformação. Continuamos convictos e muito determinados a dar prosseguimento à destruição do meio ambiente em que vivemos e convivemos. Nós fracassamos e, no fracasso, assumimos o nosso lugar de parasitas.

    Nada é capaz de conter o ser humano e sua alucinação de poder e domínio. Poder e domínio que são buscados por meio da destruição do planeta. Não existe consequência trágica que o faça parar. O ser humano é imediatista, e toda a sua estrutura de sobrevivência se consolidou nessa dinâmica. Parar pra quê? Vê a natureza como vê o seu semelhante: um serviçal qualquer, que tem a obrigação de gerar recursos para sua sobrevivência. E, como já disse, não há final mais trágico que possa acontecer e que convença um ser humano a mudar de ideia. Mesmo sabendo — e justamente por saber disso — continua a fazer como vem fazendo. O ser humano é um parasita educado.

    Carlos de Campos

    Foto por ArtHouse Studio em Pexels.com
  • Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Que no amanhecer da esperança renasça em você o amor

    Caminho pelas veredas da indignação, sentimento que me impulsiona a cada novo dia, a cada nova esperança que nos faz renascer. Renascer para um mundo mais justo e solidário.

    Fez-se o sol de uma nova esperança, à espera dos que, com consistência, galgaram por caminhos pedregosos. É o sol que aquece os corações dos justos, que mártires se tornaram na vida que vai sendo doada.

    A liturgia do amor faz reverberar, no coração de Cristo, os desejos que são estimulados nesse novo Éden que chamamos de paraíso terrestre. É no canto do prazer que canto o amor livre entre as pessoas. É na solenidade litúrgica do amor livre que nos libertamos de nós mesmos.

    É no amor livre que encontramos a nossa salvação; em que nos deliciamos nesse imenso banquete, enquanto celebramos com solenidade o amor, rendemos as justas homenagens por esse amor que nos orientou na construção de nossa liberdade, em que só refletimos a mais pura felicidade.

    Interiormente, estamos em busca do amor verdadeiro, do amor que rompe as barreiras, do amor que está lá, mas não conseguimos acessá-lo. Amor, onde andas? Escondes-te de mim por qual motivo?

    No silêncio que ecoa, ouço gemidos; gargalhadas, no fundo de minha alma, ecoam no sentido desprovido de qualquer razão, que se revela oculto para os olhares vis e exuberante para as almas repletas de amor à própria vida.

    Carlos de Campos


    Foto por Kilian M em Pexels.com
  • Quão bom é estar livre?

    Quão bom é estar livre?


    Desejos envolventes passam por minha mente. Desejos, como diz o nome, são desejos. Em cada fibra do meu ser, pulsa insistentemente o desejo — desejos envolventes. Quem pode contê-los? Para onde fugiremos?

    São intensos, percorrem todo o meu corpo a cada momento — ora mais evidentes, ora nem tanto. É desejo sobre desejo, afogando-nos, dispersando-nos. Onde vamos parar com tantos estímulos?

    Nem sempre estamos no controle de nossas emoções. De repente, somos tomados por tanta tristeza; nos afundamos em uma overdose de estímulos. Desejos mal digeridos… fugimos para não encarar a realidade onde antes havia apenas prazer.

    E se formos contra os nossos instintos? Quem, em plena consciência, pode se gabar de ser um ser evoluído? Quem, nesta Terra, não está sob o domínio do desejo — desses desejos que viciam e nos enchem de manias?

    Insisto em reclamar aos quatro cantos algo que está longe de ser novidade, mas que nos torna todos dependentes dessa experiência. É o desejo que nos domina por inteiro — e do qual estamos aprisionados.

    Meus sonhos estão cada vez mais enfraquecidos, distantes da realidade. Sinto-me deprimido, constrangido por meus instintos, que a todo instante me cobram por seus desejos insaciáveis.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 08/10/2025 às 20 horas, acontece uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito. No canal do youtube @ memoria e poesia

  • Da vida para o amor


    Da vida para o amor

    Onde o amor está, também está a vida.
    Vida ferida, mas que insiste em resistir ao ódio e a toda hipocrisia.
    É a vida que brota das pedras, do asfalto da traição.
    É a vida que caminha por trilhas exuberantes, fortalecendo o vínculo dos corpos quentes e cheios de emoção; dos laços intensos desse amor que cura, enquanto ama, enquanto afasta para bem longe o medo e a solidão.
    É a vida que caminha no amor — do amor que abraça a solidão.
    É a vida forte da própria vida.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 24/09/2025 às 20 horas, acontece mais uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito e de coração. 🌟

  • Cheiro de saudades



    Cheiro de saudades

    Olhar de quem passou,
    passou e não foi percebido.
    Como filme diante da morte,
    me recordo com muita saudade.

    Passou como uma brisa,
    tocando o meu rosto.
    Faz-me ter boas lembranças
    de um tempo que já faz tempo.

    Recordo-me quando tudo era simples:
    as relações eram profundas,
    as palavras tinham valor.

    Onde está o respeito hoje em dia?
    A duras penas enfrentamos a tecnologia.
    Saudade de um tempo que passou.

    Carlos de Campos
    Foto por Yaroslav Shuraev em Pexels.com
  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Sigo o meu sonho com determinação



    Sigo o meu sonho com determinação

    Ouve o passado gritar
    Na antessala do desespero,
    No agitado mar da vida,
    Ouve…

    É grito que, ao longe, posso ouvir.
    É vida desesperada.
    Quem mais pode ouvir?
    É preciso ter ouvido atento.

    Desesperado,
    caminha sem rumo.
    É vida sendo tolhida,
    desesperado caminho.

    E, na margem do rio,
    avisto as memórias fugazes
    correndo contra a correnteza,
    como peixes em época de piracema.

    Ouço, no reflexo da minha imagem,
    barbaridades sem fim.
    Desanimado, deixo essa marca,
    a marca brutalizada de mim.

    Sonhos, desejos que vêm e que vão…
    Vêm nas belas manhãs
    e se vão ao cair do dia.
    Só me resta ouvir essa sinfonia.

    Nas águas desse rio vou mergulhar.
    No mais tardar da vida vou mergulhar.
    Ouvindo as águas baterem nas pedras, vou mergulhar.
    No auge do desespero, me permito relaxar.

    São os sonhos não ousados que me desfazem,
    desfazendo todos os meus desejos.
    Desespero…
    Me aborreço.

    Mergulho nessa água gelada,
    que vai limpando todo o apego.
    Mergulho nos sonhos desejáveis.
    Na estranheza do caminho, ouso ouvir o sonho.

    Carlos de Campos
    Foto por Sindre Fs em Pexels.com
  • Flama



    Flama

    Tua paixão pela vida
    é paixão avassaladora,
    é vida plena sendo vivida,
    é paixão que estimula a alegria.

    Carlos de Campos
    Foto por Abhinav Sharma em Pexels.com
  • Travessia



    Travessia

    No entardecer da vida
    A vida sobrevive,
    mantendo-se focada
    para uma jornada que continua,
    celebrando o essencial.

    Carlos de Campos


    Foto por Arvind shakya em Pexels.com