Tag: poema

  • No elevador foi onde te encontrei

    Tem poesia nova para você assistir! No elevador foi onde te encontrei 🌟🎥

  • Vem, abraça essa ideia

    Vem, abraça essa ideia

    Durante a noite, enquanto a solidão nos envolve, experimente percorrer as folhas do livro que aquece a alma e nos impulsiona a enxergar novas possibilidades em nosso horizonte.

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    Enquanto a solidão me abraça
  • Jogo vital

    Jogo Vital


    No campo de jogo,
    Entra-se para vencer,
    Mesmo sabendo
    Que tudo está em aberto.


    Vi, certa vez, um jogo
    Em que tudo parecia resolvido,
    Ainda era apenas o primeiro tempo.


    No intervalo, só havia comemoração,
    Mas, ao começar o segundo tempo,
    O jogo que parecia resolvido
    Simplesmente se perdeu.


    Tudo na vida é bem parecido com esse jogo:
    Um dia estamos no topo do sucesso,
    E no outro, enfrentamos derrotas atrás de derrotas,
    Sem tempo para lamentações.


    Em cada minuto do dia,
    Estamos na luta como podemos,
    Atacando e defendendo,
    Esse é o espírito do nosso jogo.


    Nem sempre colhemos o sucesso tão almejado,
    Porém, o importante é continuar jogando.


    Com a cabeça baixa,
    O pensamento distante,
    Ainda nos convencemos de que há tempo para virar o jogo.


    No jogo da vida,
    O essencial é estar em campo,
    Deixando o seu melhor.


    Com todo o seu encanto,
    Porque tudo na vida
    É um jogo de futebol.

    Carlos de Campos


  • Interesses

    Interesses


    Novidades, nem tanto.
    Revolucionário, quase nada.
    Simples demais, chegando a ser complexo,
    essa imensidão.


    Tamanho e profundidade,
    intenso ao seu redor,
    desafiando a inteligência do mundo,
    ingenuidade a seu favor.


    A distância é enorme,
    um mergulho ao desconhecido,
    em nossa vulnerabilidade.


    Por que chegamos a esse enorme buraco?
    Fitamos os olhos da morte,
    na solidão, o amor não correspondido.

    Carlos de Campos

    Interesses
  • Caímos no mundo íntimo

    Caímos no mundo íntimo


    Onde estará a nossa privacidade?
    Em que mundo vivemos?
    Um mundo forjado pelas fofocas?
    E quando formos às vítimas?


    Você é livre para ser quem desejar ser,
    Pensar como quiser pensar.
    O maior e único preceito é ter respeito,
    Respeito oferecido é respeito garantido.


    Viver a vida é simples,
    O único ingrediente para o sucesso
    É o cuidado solene com a própria existência.


    Percorrer os labirintos da vida alheia
    Em nada contribui à sua vida.
    Sem moralismo, é só perda de tempo, mesmo.

    Carlos de Campos

  • Mostra-nos a tua obscuridade

    Mostra-nos a tua obscuridade

    Teu lado obscuro,
    Mostra-nos a nós,
    Revela os teus medos,
    Não prometemos sigilo.

    Habitamos em tua mente,
    Invadimos tua moral fragilizada,
    Filhos malditos, é só o que são,
    Livres, preferem a submissão.

    Quem dentre vós,
    Está mancomunado com o mal?
    Preferem beber o sangue dos demônios?
    Sádicos, revelem-se.

    Filhos das trevas,
    Ouçam-me com atenção,
    Os dias de barbárie chegaram ao fim.

    Não existe lugar neste mundo para vós,
    Mudanças estão acontecendo,
    A cadeia é vossa morada final.

    Carlos de Campos

  • Janela do Olhar

    Janela do Olhar


    Um olhar que observa
    No fundo da alma
    De uma alma inquieta
    Solitária.


    Consumida pelo cansaço
    Fadigada por tantos problemas
    Quer chorar e nem isso consegue
    Perdida é como se sente.


    Preciso de uma pausa
    Sou apenas mais uma peça
    Da enorme engrenagem capitalista
    Na minha ausência,
    Tudo continuará normalmente
    Vou relaxar.


    Olhe a natureza
    Os passarinhos fazem somente o necessário
    Cantando, fortalecem o espírito
    Quando foi a última vez que você cantou?
    Cantar só pelo prazer de cantar.


    Tua alma precisa voltar a ser criança
    Viver a vida com mais leveza
    Rir, dançar e namorar
    O segredo é viver o agora.

    Carlos de Campos

    Janela do Olhar
    Foto por Monique Laats em Pexels.com
  • Momentos finais de um suicida

    Momentos finais de um suicida

    Era durante a madrugada, o silêncio pairava. Não se entendia por que Aline pensava em suicídio. Sem sinais aparentes, mergulhou em busca de uma possível solução que nunca viria. Não existe suicídio que não venha acompanhado de sinais abundantes ou fluxos enormes de conversas embutidas em metáforas e simbologias carregadas de fortes pedidos de ajuda. Não saia fazendo julgamentos precipitados sem antes conhecer todo o contexto. Somente o contexto que envolve a história da pessoa é capaz de oferecer conteúdo que indique se algo está errado ou não.

    Na vida, nem sempre é como esperamos. Estamos constantemente saindo do nosso controle. Normalmente, olhamos para tudo isso e simplesmente redirecionamos, buscando novas estratégias ou soluções. Somos naturalmente mais resilientes em nos adaptarmos aos acontecimentos. No entanto, não foi isso que aconteceu com Aline naquele dia. Foi difícil para ela admitir que nada ia bem consigo mesma. Como reconhecer que se está com um problema mental e que se precisa urgentemente de ajuda? Como Aline poderia saber que, naquele exato momento, poderia não ter mais volta caso não buscasse ajuda? As vidas dos especuladores de vidas alheias parecem fáceis agora. Naquele momento, tudo o que ela precisava era de apoio.

    Quando suas crises de ansiedade se tornaram frequentes, ninguém estava lá para ajudá-la. Julgavam-na e a condenavam como se tudo fosse uma mera vadiagem, como se suas alegações de estar enferma fossem aberrações para obter um simples atestado médico. Enquanto isso, o problema só crescia. Sentindo-se mal o tempo todo, os remédios já não faziam bem; seus efeitos eram nulos. Pelo contrário, contribuíam ainda mais para ideias perturbadoras. Tudo estava completamente fora de controle, e o terrível dia se aproximava rapidamente. Todos à sua volta seguiam suas vidas, supostamente felizes. Aline, por sua vez, estava há muito tempo sequestrada por sua mente doente. Ela, por si só, nada mais poderia fazer para salvar-se dessa situação.

    Era de madrugada, estava frio lá fora, fazia uns 10 graus. O clima de angústia era ainda pior do que já tinha sido normalizado. Aline morava sozinha no 8º andar. Suas lágrimas de desespero percorriam seu rosto; a dor interior era imensa. Ela estava profundamente impactada por seu próprio sofrimento.

    Em meio a toda aquela angústia, suas células davam os últimos suspiros, levando-a ao seu último e crucial instante de lucidez. Esse momento de pequena lucidez a fez ligar para o porteiro. Ao ouvir a voz de Aline, em meio a choro, desespero e dor, o porteiro tomou ciência da gravidade do momento. Sem perder tempo, colocou o telefone próximo ao rádio que tocava uma música e saiu correndo até o 8º andar. Chegando na frente da porta de Aline, sem demora, meteu o pé na porta, arrombando-a. Seus olhos buscaram por Aline, que ainda estava com o telefone ao ouvido, ouvindo a música. O porteiro se aproximou dela e a acolheu com um abraço forte, transmitindo segurança, enquanto pedia ajuda médica pelo celular.

    Carlos de Campos

    Foto por Steve Johnson em Pexels.com
  • O Peso da Espera

    O Peso da Espera

    Solidão
    Espero o movimento
    Do jogo dos dados, a meu favor
    Sozinho e no frio, espero
    Espero, espero e espero.

    Solidão!
    De quem não sabe por que espera tanto
    Nem imagina
    O convenceram a esperar
    Espera, sem saber quando terminará.

    Imagem de um processo
    Que nos convenceu a esperar
    Enquanto de várias maneiras vão surrupiando
    Nos fazendo acreditar
    Que um dia chegará a nossa vez
    Espero, sem questionar.

    Um dia estava me perguntando:
    Por que espero tanto?
    O que espero tanto?
    Quando foi que decidi esperar tanto?
    Foi quando se aproximou de mim
    Um ser místico
    Dizendo baixinho: “a espera é solitária.”

    Quem, em sã consciência, espera desse jeito?
    Estaria louco?
    Confuso?
    Com medo?
    Confiante?
    Esperando, sabe-se lá o quê, sozinho.
    Íntimo dos demônios.

    Em noites frias
    Sou acolhido pela solidão
    Embriago-me com as minhas tristezas
    Copulo com os meus fracassos
    A cada momento dessa vida.

    É desafiador levar essa existência para frente
    Quando existem forças reunidas jogando contra
    Quando os únicos amigos são imaginários
    Quando a única chance que tenho
    Está sendo pautada, justamente pelo que não tenho.

    Tenha sempre em mente
    Até os cadáveres adubam o solo
    Dê tudo o que você tem, agora
    Seja o adubo de sua própria história.


    A solitária de uma existência
    Tem duas janelas
    Com duas paisagens diferentes
    Em uma, os olhares são convidados
    A olharem só o que se perdeu
    Em outra, os olhares são convidados
    A olharem o silêncio que trabalhou a terra
    A escolha ao abrir as janelas de como vai olhar
    É sua.

    Carlos de Campos

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