
Tag: poema
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Ser mulher
Ser mulher Uma a cada seis horas A violência só cresce Mulheres são encurraladas Mulheres são mortas. Não prestam atenção Falam isso e aquilo Tudo continua na mesma situação Uma mulher a cada seis horas é morta. É preciso se levantar Mulheres são mortas É preciso dar um basta Uma mulher a cada seis horas é morta. As mortes continuam Mulheres são perseguidas Assediadas constantemente E mortas. Carlos de Campos

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Abandonado por você
Abandonado por você No íntimo é como me sinto Abandonado por você Finjo estar tudo bem Abandonado é como estou. Como esperar que me compreenda? Se sumindo fica tudo mais fácil Fácil, para quem? Abandonado por você. Respeitar foi tudo o que fiz Te amando dia e noite Ouvindo os seus sonhos e desejos. Abandonado por você. Me despeço de sua vida Sem conseguir entender Os motivos secretos para abandonar. Carlos de Campos

Foto por Hu0131du0131r Dedebey em Pexels.com -
São os dias que desejo
São os dias que desejo Ao ver o mar e a sua grandeza Sinto um desejo intenso Quero mergulhar São os dias que desejo. Experimentar toda sua imensidão Em seus braços sonhar Que os dias serão sempre assim. Cadenciado com as ondas Ondas de um mar calmo Beleza extraordinária São os dias que desejo. Ao destino me lanço Em um pequeno barco Vou ao encontro do mar São os dias que desejo. Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com -
Difícil solução
Difícil solução Estamos perdidos Deixados a própria sorte Carente de esperança É perigoso se sentir assim. Deitado nas próprias fezes Se negando a ter esperança Sem diálogo Surdo à própria razão. Como despertar o bom senso? Qual deve ser a melhor abordagem? A cada dia vai ficando bem pior É preciso colocar luz nessa escuridão. Ficando cada vez pior Insuportável São dias longos e tensos De difícil solução. Carlos de Campos

Foto por Monstera em Pexels.com -
PARTICIPE DA OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA
PARTICIPE DA OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA
Junte-se a nós para a sessão de escrita criativa neste primeiro encontro online no dia 24 de Junho!
A Comissão de Atividades Literárias e a Comissão de Biblioteca do Bunkyo convidam a todos para uma série de Oficinas de Escrita Criativa, gratuitas, com a profª Gisele Giandoni.
O programa engloba o estudo de autores, referências, processos de leitura e escrita; exercícios e prática da escrita criativa e poesias.
24/6/2023 às 14h – Introdução à reflexão e prática da escrita em poesia, produção de poemas.
Através destas atividades, o objetivo é a conscientização de potencialidades literárias. Acesso pelo link na plataforma Google Meet: https://meet.google.com/asx-upyz-mbo
Informações: 11 96390-2404 / evento@bunkyo.org.br
Veja o post no site: https://www.bunkyo.org.br/oficina-escrita-criativa-jun/

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Devo ficar em silêncio
Devo ficar em silêncio Intimidação O desespero pode ser visto Calado no rosto Torturado. Em nada se compara Devo ficar em silêncio Para ter um minuto de paz Paz, exageradamente armada. Devo ficar em silêncio O silêncio dos justos e inocentes Mortos e torturados em todo o tempo Um minutinho de serenidade. Paz, conceito opressor Devo ficar em silêncio Escondido nos escombros do submundo Quero paz, ainda em vida. Carlos de Campos

Foto por Mariana Montrazi em Pexels.com -
Intimo da alma
Intimo da alma Intimo de nossa alma Beleza irradiante no ser Ateando o fogo do amor. Deleito-me No banquete fraternal Em que somos todos iguais. Deus é o movimento primeiro É quem nos dá a própria vida É quem nos diz: Você é Deus. Deus dos vários nomes Mistério para nós Que se desvê-la em nós. Amor Manifestado em nossos escombros Por nós amado e desprezado. Deixem o amor conduzir Ouça sua voz a sussurrar em seu peito Te chamando o tempo inteiro. Intimo de nossas almas Amigo fiel Presença que acolhe. Carlos de Campos

Foto por Eric Sanman em Pexels.com -
Tempos incertos
Tempos incertos Descomunal É o reflexo do medo De um futuro incerto. Incerto Como é a vida É como é. Deixado para trás A vida como é Vida desgastada. Geradora de medo Balanço da angústia Inconveniente. Pensamento tóxico Utilitarista da vida passageira Desequilibrada. Sigo com medo Como é viver Até logo mais. Incerto É as incertezas desse nosso existir Seja do hoje ou do amanhã. Carlos de Campos

Foto por Liza Summer em Pexels.com
