A morte
dos versos ao longo da história
Silêncio interrompido
Ouço um suspiro.
Carlos de Campos


Os rumores desse fato
Fica por conta dessa alma
Que caminha acorrentada em sua própria alma
No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
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Os rumores de uma alma
Os rumores desse fato
Fica por conta dessa alma
Que caminha acorrentada em sua própria alma
No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe
Percebe o que não quer perceber
Que as suas correntes estão presas a você
A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo
E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
Na corrente de nossa própria ignorância
Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente
As correntes dos desesperados
Que esperando já não aguenta mais
O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão
Observe a chave dessa corrente
Pare por um momento
Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave
A chave dessa corrente que está presso a você
Reflita no tempo do seu tempo
O tempo de utilizar a sua chave.
Carlos de Campos
