Tag: poesía contemporánea

  • O apocalipse está batendo em nossa porta

    O apocalipse está batendo em nossa porta

    Os detritos de nossa reles existência
    Pedem para que paguemos o que devemos.
    Destruição, calamidade no concreto.
    O tempo já se esgotou para cada um de nós.

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    Corram para dentro de si.
    Confronte sua consciência com as suas omissões.
    O tempo de achacar o planeta acabou.
    É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.

    Temperatura corporal elevadíssima.
    Sua carne derretendo como plástico.
    O seu sangue cozinhando em suas entranhas.
    E você destituído de suas capacidades cognitivas.

    Camadas e mais camadas de morte.
    A morte como destino.
    O sofrimento, sua companheira mais velha.
    Só nos restarão as lágrimas com sangue.

    O que podemos fazer para amenizar essa realidade?
    Devemos nos conformar com esse nosso fim?
    O que você anda fazendo enquanto comunidade?
    Buscando se unir e agregando forças nessa luta?

    A escolha é individual.
    O sofrimento será comunitário.
    Independentemente de qual classe social você ocupe.
    A natureza vai barbarizar geral.

    Carlos de Campos

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  • O desejo que tive ontem

    O desejo que tive ontem

    No último dia
    Os passos estavam pesados
    Estavam petrificados
    No último dia eu estava assim.

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    Perdido em minhas ideias
    Nas vazias ideias
    Estava ali pensando
    O que você diria sobre mim.

    Longe da máxima verdade
    Estou vendo mentira
    O que você diz?
    Além do que o bom senso dita.

    Sou uma mistura de pedra
    Lançada no lago da imoralidade
    No passo em que tudo parou
    O que vejo não é o mesmo que sinto.

    No fosso desse angustiante dia
    Me debato em plena mentira
    No lodo do ódio que me intriga
    Me desfazendo em completa ilusão.

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    Tudo é o puro desejo de poder
    Fujo desse sujo desejo pelo podre poder
    Na infâmia de me levar para junto de você
    Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.

    Carlos de Campos

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