Tag: poesía contemporánea

  • Vai, voe o mais alto e o mais longe



    Vai, voe o mais alto e o mais longe

    Sem limites para voar.
    Voamos
    para bem longe.
    Voamos sem nos despedirmos.

    Estamos voando sem rumo,
    sem direção nos perdemos.
    Na loucura nos encontramos,
    aqui estamos sem perceber.

    Voamos para bem longe,
    tão longe que nos perdemos.
    Nos perdemos no horizonte,
    na volta para casa.

    É no voo noturno que me realizo.
    Na contemplação da lua me divirto.
    Sem direção, mesmo assim me arrisco,
    arrisco voar pela liberdade que o voo me traz.

    Estou à deriva,
    perdido me encontro.
    Me consolo,
    sozinho me encontro.

    Voar é arriscado.
    Mesmo diante dos riscos, voar faz sentido.
    Voar faz parte da natureza humana.
    Voe o mais alto e o mais longe que puder.

    Carlos de Campos
    Foto por Zeeshaan Shabbir em Pexels.com
  • Existe um fato que não pode ser ignorado


    Existe um fato que não pode ser ignorado

    São os elementos.
    São frutos proibidos desta vida.
    São os elementos de uma vida apodrecida.
    São o que são em minha vida.

    São os seus sinais,
    sinais estes interrompidos.
    São os sinais dos elementos corrompidos.
    Não sei como seguir, mas eu sigo.

    Destemido,
    sigo no mesmo ritmo,
    no ritmo de desfazer as ilusões
    da história contada de outra forma.

    A fórmula mágica dos destemidos,
    dos que desejam vencer,
    sofrer.
    Este é o caminho que evito percorrer.

    No salão, descobri um mistério:
    está guardado debaixo do piso
    que sustenta os passos da minha história
    e que ignora o fato.

    De que esse mistério
    é a fórmula mágica para o meu sucesso.
    E de que esse é o fato
    que jamais deve ser ignorado.

    Carlos de Campos

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    Foto por Ekaterina Astakhova em Pexels.com