Tag: poesía contemporánea

  • Ouve essa alma apaixonada



    Ouve essa alma apaixonada

    Ouça…
    Tua alma te chama,
    tua guia para todos os dias.
    Ouça e dê ouvido a essa voz.

    Ouça…
    Dê ouvido a quem quer te ajudar.
    Tua guia quer te levar para a paz.
    Ouça e escute.

    Tua corrente sanguínea,
    tua paz há de se instalar.
    Tua corrente sanguínea,
    teu ser há de relaxar.

    Me diga o que você ouve,
    escute o que me diz.
    Diz o que diz
    e sinta a paz a te invadir.

    Corrente sanguínea, fluxo da vida,
    da vida tranquila,
    da vida estável,
    da vida que só quer oferecer vida.

    Fim de toda essa correria,
    aflição dando lugar à razão,
    razão que ouve o conselho da vida.
    Viva com tranquilidade.

    Carlos de Campos
    Foto por Mikhail Nilov em Pexels.com
  • Vejo o que esperava ser



    Vejo o que esperava ser

    Mas até quando coisas assim acontecerão?
    Tudo está envolto em uma névoa,
    um destino desafiado.
    São sete horas da manhã.

    É a essência da vida se revelando,
    conduzindo pela mão,
    mão ferida pelo trabalho duro.
    Cansado, apenas desejo seguir.

    Observo o dia que começa,
    que traz a alegria e as contradições.
    Na vida existem riscos,
    perigos escondidos.

    Olhar atento no caminhar
    que se debruça sobre a existência,
    na mera ocasião
    de uma dor que não tem fim.

    Podemos nos sustentar de improviso?
    A vida é um contínuo improviso?
    Existe vida além do trabalho?
    Trabalho: mentira dita por séculos.

    Insisto em continuar a viver,
    porque a vida é nada além de insistir.
    Um dia o amanhã é belo e exuberante;
    no outro, terrível e assustador.

    Carlos de Campos
    Foto por M Mahbub A Alahi em Pexels.com