Tag: poesía contemporánea

  • Interior é a vida que vivemos



    Interior é a vida que vivemos

    Quem deseja ir
    Sem saber o que quer
    E sem saber para onde vai,
    Vai sem direção.

    Em que direção devo seguir?
    Sigo o coração perdido?
    Os escombros de uma história inteira?
    Parado, encontro a existência.

    Existe uma resistência em prosseguir.
    O abismo é...
    Um silêncio que grita no vazio.
    É uma luta desesperada pela sobrevivência.

    Caminho de difícil acesso,
    Entre buracos e desníveis.
    Mas é preciso continuar.
    Não dá para ficar estagnado.

    O interior é a força que nos influencia,
    É quem dita para onde devemos seguir
    E como percorremos esse trajeto —
    Justamente onde damos menos atenção.

    A alma interior
    É quem nos conduz
    Para onde estamos ancorados.
    Você está ancorado em que cais, nesta existência?

    Carlos de Campos
    Foto por Heiner em Pexels.com
  • O que importa?

    O que importa?


    A importância de se importar com o que é importante. E o que é importante? O mais importante é a vida?
    Se for a vida, estamos falando sobre a vida de quem?
    Qual classe social deve ter a vida preservada acima de tudo?

    É importante pensarmos sobre esse tema?
    É importante para quem?
    Quem deveria estar interessado nisso?
    O que se pode fazer para melhorar?
    O que realmente queremos para a nossa vida?

    Tudo gira, e meus pés estão flutuando. Me sinto extasiado.
    O que está acontecendo comigo?
    Anestesiado é como me sinto dentro desse mundinho. Tudo roda muito rápido.
    E, na roda da vida, vou tomando voltas.

    O que estou dizendo? Amônia: cheiro de vingança.
    Delírio, importante para não dizerem que tudo são flores.
    Tudo é o que é, o que era, o que será.
    O que me importa são as flores que choram embaixo dos escombros.

    É importante falar das flores?
    Flores cheirando a amônia?
    Flores cheirando a corrupção?

    O destino é o que importa.
    Destino de uma vida cheirando mal.
    O mal pelo qual não nos importamos por ser no cu dos outros. Outros que, no final das contas, somos nós.
    Nós não nos importamos com as rosas.
    São flores ou são rosas?
    O que importa saber?
    Saber sobre o quê?
    Sobre o que estamos falando?

    Carlos de Campos

    Foto por Vladyslav Huivyk em Pexels.com