Tag: poesía contemporánea

  • Abraçado pelo mistério da minha solidão




    Abraçado pelo mistério da minha solidão

    Só em mais um dia,
    essa solidão que insiste em ficar
    fica, a todo instante, a me recordar
    que este é mais um dia em que estou só.

    Somente eu e a minha solidão,
    solidão só, com sua presença —
    presença fria,
    distante de nós.

    Minha cara solidão,
    então vem, me abrace a noite inteira,
    me faça senti-la
    até os sentidos sentirem
    o que já não existe mais.


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    A solidão é noite passageira
    dos nossos sonhos
    tardios...
    O sonho de uma noite de solidão.

    É mais uma noite,
    e estamos sós:
    somente eu e a minha solidão,
    eu — e toda essa multidão.

    No anoitecer, você chega,
    chega em silêncio...
    em um silêncio eloquente.
    Você se aproxima
    e me abraça a noite inteira.

    Carlos de campos


    Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro!
    Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente?
    Toda opinião aqui é bem-vinda.
    Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos.
    Comente com o coração.
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    Foto por Taylor Marx em Pexels.com
  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com