Tag: poesia da alma

  • Leveza que nos conduz à tranquilidade



    Leveza que nos conduz à tranquilidade

    Olhe bem para mim.
    Para o meu destino.
    Olhe bem.
    Deitado, observe sua alma.

    Olhe para dentro de minha alma,
    espelho refletindo a tua alma.
    Deitado, observo você fazendo parte de mim,
    sentindo leveza e profundidade.

    Tua alma está em minha alma,
    em um fluxo para além,
    além de tua própria alma,
    dos desejos contidos.

    Leve como pena é como me sinto.
    Sinto uma tranquilidade além da tranquilidade.
    Deitado nos braços de minha dignidade,
    estou tranquilo.

    Estou tranquilo.
    Além dos meus desejos,
    estou como precisava estar,
    além de onde deveria estar.

    Nossas almas estão unidas,
    refletindo essa intensa alegria.
    Distantes de todo o ruído,
    estamos livres e tranquilos.

    Carlos de Campos
    Foto por Caitlin em Pexels.com
  • Nada é mais precioso que a sua presença


    Nada é mais precioso que a sua presença

    O que você deseja na vida?
    Este é o momento para pensar:
    Dinheiro?
    Fama?

    Quer ser feliz?
    Escolhe permanecer na mediocridade?
    Ser massa de manobra?
    E agora, eu te pergunto:

    Dentre todas essas opções,
    o que você deseja para si?
    Continuar como está?
    Encontrar um lugar melhor para refletir?

    Enquanto reflete,
    o que eu posso te dizer
    é que o melhor lugar é o blog memoriaepoesia.com.
    Aqui você encontra o melhor da poesia.

    Venha fazer parte desse movimento poético,
    venha se emocionar,
    formar uma ideia de mundo.
    Juntos, vamos refletir a partir de nossa história.

    Os poemas são radiografias de nossas almas,
    a fonte mais preciosa de nossa verdade.
    São ouro de homens e mulheres como eu e você.
    Venha, junte-se a nós nesse caminho.

    Carlos de Campos
  • No mapa da alma existe um tesouro



    No mapa da alma existe um tesouro

    Distante do que sou é como me encontro. O que penso ser? Distante da distante felicidade me sinto. Sente o que sente? Em meu peito pulsa um sonho, o sonho de quem sonha acordado; em meu corpo vibra esse sonho, o sonho distante de mim, dos sonhos que sonhei e sonho.

    Suas manhãs nascem ensolaradas
    Nascem como se nasce uma vida
    Da mais pura harmonia
    Nascem porque precisam nascer
    É como cada sonho que sonhamos
    Nascem como o amor pelo caminho.

    Um sonho pode ser distante, repleto de altos e baixos; sonho aquece um coração, dá mais esperança. Um sonho pode até estar distante, mas nunca estará esquecido, porque a vida de um homem é movida a sonhos, mesmo que o sonho esteja distante ou à margem de uma realidade possível de um amor esquecido.

    Tudo na vida é movido a sonhos. Sonhos são como um mapa da mina que indica a direção e a possível localização. Assim como o mapa da mina gera em quem sonha a mesma alegria e a mesma esperança de quem possui um mapa do tesouro, é uma deliciosa expectativa, a mesma expectativa dos que buscam encontrar o ouro do mapa da mina.

    Lembro-me de uma história
    A história de uma pepita de ouro
    Que foi escondida
    No fundo de um quintal
    Escondida de tal forma
    Que, de escondida, foi esquecida
    Esquecida e sem nenhuma referência,
    Existe uma pepita de ouro escondida que foi esquecida.

    Esquecer não significa que resolveu; esquecer é se negar a aceitar que tudo isso aconteceu e que os acontecimentos geraram e geram, ainda hoje, certo desconforto. Procuraram enterrar em qualquer quintal esquecido para que esquecido permaneça. Quantos sonhos nos tentam recordar daquela pepita de ouro esquecida que não queremos mais recordar?

    Existe um sonho distante, tão distante que se encontra próximo desse peito que pulsa sonhos; o sonho de ser encontrado, de ser possível o acolhimento. Existe um sonho tão próximo, próximo desse corpo ferido, corpo vibrante, mas que se encontra ferido.

    Corpo mapeado por sofrimento, que encontra dentro de si mesmo milhões de razões em base de ouro para viver, para sentir o sentido da existência. No parque de sua alma, eis que se encontra o que você busca.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • No interior de minha alma, eu me encontro



    No interior de minha alma, eu me encontro

    Inteiro, me encontro,
    descendo no mais profundo de minha alma.
    Desço em meu ser,
    na heparina chamejante
    que está acesa em mim desde sempre.

    E aí me encontro.
    Contemplo sua magnífica beleza,
    o chamado à poesia.
    Inclino-me para ouvir,
    ouço com profunda atenção.

    Do centro dessa chama,
    tudo se torna claro.
    Na distância do ser,
    existe a presença que nos aproxima,
    que nos guia
    e é quem nos orienta.

    No centro de minha alma,
    dentro da imensidão,
    eu me torno quem nasci para ser.
    Ouço a voz que me guia,
    da chama de minha alma,
    que acesa se encontra
    desde sempre.

    Eu aceito o que preciso aceitar,
    desfruto de cada sinal
    que a minha alma dá.
    Eu sou a poesia,
    eu sou a beleza contemplativa,
    sou uma beleza extraordinária.

    No profundo de minha alma,
    eu me desperto.
    Não de qualquer coisa:
    desperto para a minha missão,
    desperto para as palavras.

    Profundo,
    cada vez mais profundo,
    sei exatamente o que devo fazer,
    sei como fazer.
    É mais simples que tirar água do poço,
    levar até a boca
    e matar a sede da alma.

    É profundo e imenso,
    em nada se funde,
    em nada desperta:
    é alma desperta,
    palavra fumegante
    diante do meu ser.

    Sou quem nasci para ser,
    sou alma apaixonada,
    sou diamante lapidado,
    sou certeza e árvore frutífera,
    sou a clareza,
    sou o despertar das nações.

    No interior de minha alma,
    sou cada palavra,
    sou cada consciência
    que surpreende a emoção.
    Momento de mais pura intimidade,
    em nada eu me pareço.

    Imito desejos profundos,
    mas sou a pureza dos desejos.
    O que parece com tudo,
    sou o que há de mais inédito no mundo.

    Sou a chama ardente
    que arde em cada ser,
    que provoca cada alma
    nos túneis da existência.
    Eu existo com a mais bela poesia.

    No arder, nasce a vida,
    cada um buscando sentido:
    sentido para sentir,
    sentido para existir.

    Sinto, em cada palavra que escrevo,
    a vida existindo,
    o amor transformando
    saudades em memórias,
    almas em rosas,
    rosas nas mais belas poesias.

    No interior da chama ardente,
    a chama atravessa a alma.
    Desço —
    importante é voltar
    para sempre contemplar
    a essência onde habita
    a minha vocação para amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Nothing Ahead em Pexels.com
  • Meu amor virtual



    Meu amor virtual

    No além do seu olhar, me vejo.
    Mergulho no mais profundo dos teus desejos.
    Me pego sonhando com você
    no cantinho da minha solidão.

    Me vejo para além dos teus desejos,
    em sonhos disfarçados de vontade.
    Vontade que bate forte em meu peito,
    peito que anda vazio de amor.

    Levo a sua imagem em minha retina.
    De dia e de noite, só penso em você.
    Penso em como seria estar com você.
    O vazio em meu peito diz que é saudade.

    A solidão não me deixa avançar;
    sequestrou minha esperança de amar.
    Meus sonhos e desejos desapareceram.
    Sua imagem anda mais nebulosa do que antes.

    Mistério do amor:
    por que sofrer para amar?
    Amar precisa ser um parto para frutificar?
    É ilusão o amor que sinto?

    Sinto como se estivéssemos entre paredes de vidro:
    nos vemos e nos desejamos,
    porém, não nos sentimos de verdade.
    Nosso amor é, antes de tudo, virtual.

    Carlos de Campos
    Foto por Ashford Marx em Pexels.com
  • Tudo o que buscamos com dedicação passa a fazer parte de nós

    Tudo o que buscamos com dedicação passa a fazer parte de nós

    "A sua escolha reflete quem você é?"

    Ódio
    Quem sente?
    Por que sente?
    Por quem sente?

    É legítimo sentir ódio;
    é um dos sentimentos que nos faz seres humanos.
    Sejam bons ou ruins,
    eles borbulham naturalmente em nosso ser.

    O problema não está em senti-los:
    o que faço com o que eu sinto?
    É aí que precisamos refletir:
    o que fazemos com o que sentimos?

    Está sentindo raiva?
    Quer bater em alguém?
    Fica cego quando tiram você do sério?
    Quando se sente em paz?

    Treine com os pequenos atritos do cotidiano.
    Busque melhorar nesses momentos.
    As escolhas certas vêm desses pequenos acertos do cotidiano.
    Quando entender, não existirá mais conflitos.

    Deixo meus sinceros votos:
    que você foque nas pequenas transformações do cotidiano,
    que se empenhe diariamente.
    O que é trabalhado constantemente passa a fazer parte da nossa índole.

    Carlos de Campos

    Foto por Timur Weber em Pexels.com