Tag: poesia filosófica

  • Nascidos da essência do caos


    Nascidos da essência do caos

    Tudo o que existe
    Respira
    Tem o dedo
    Do caos.

    Caos que encontrou
    Caldo cósmico
    Oportunista galáctico
    Caos nada tão natural.

    O mundo existe do caos.
    Você é caos bruto.
    Nada existe antes
    E nunca existirá depois.

    O caos é a energia primordial de toda a existência.
    O caos é o seu destino final.
    A morte é o anti-caos.
    Nada vem antes, durante ou depois do caos.

    Organicamente, somos caos.
    Politicamente, somos caos.
    Psicologicamente, somos caos.
    Naturalmente, somos filhos e filhas do caos.

    Olhe para si mesmo
    E contemple a beleza,
    O pulsar de uma vida que constantemente se reorganiza do caos.
    Olhe e contemple: há caos por todos os lados.

    Carlos de Campos
    Foto por Marco Milanesi em Pexels.com
  • O frio dói e beija na escuridão


    O frio dói e beija na escuridão

    No inverno, esconde-se a dor.
    A tristeza pede para permanecer.
    A dor é sua moradia,
    é o instante de todo o meu sofrimento.

    Instante febril,
    bagagem que me sufoca,
    que desmorona sobre mim,
    sobre o instante já perdido.

    O inverno é frio.
    Para além do frio, é escuro,
    é solitário,
    é vazio de qualquer sentido.

    O que fazer?
    Como sentir novamente?
    Além da escuridão e do frio,
    como não estar solitário?

    Carlos de Campos
    Foto por molochkomolochko em Pexels.com