Tag: poesia intensa

  • Te amo

    Te amo” é um poema que engana com sua simplicidade: ele se inicia com a proposta de um sentimento universal, mas logo mergulha em reflexões existenciais, dissoluções afetivas e colisões psíquicas.

    Te amo

    Vê, gente, o amor?
    Não é ilusão,
    descaso e mortalidade.

    Sou o sonho desfeito,
    caminho de felicidade destruído,
    sou desejo esquecido.

    O átomo da vida,
    sou a consciência diluída,
    sou você em rota de colisão.

    Me dê o seu coração;
    em troca, lhe dou o meu amor.
    Me dê o seu tempo;

    em troca, cuidarei de você.
    Eu te amo com amor infinito.
    Eu quero, espero assim poder.

    Carlos de Campos

    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • Silêncio do meio-dia

    Silêncio do meio-dia

    O que está se referindo o autor quando diz: “Está frio, mas é o silêncio que me incomoda”?

    O ser humano, muitas vezes, se vê jogado em crises existenciais — crises que, quando bem aproveitadas, nos levam a uma evolução mental completa.


    Gás lacrimogêneo
    No pensamento conturbado
    Estranha beleza me invade
    Infiltraram-se em minha mente.

    Destemido, segue vivendo
    Lutando em lutas que não acabam mais
    Quem nasce para viver assim?
    Meus pensamentos estão confusos.

    O dia está permeado de silêncio —
    Silêncio que rompe a confusão
    Observo, e tudo me parece normal
    Está frio, mas é o silêncio que me incomoda.

    É um silêncio perturbador,
    Excitante…
    Nos prende em expectativas
    É um incômodo cortante.

    Estranha sensação,
    Inquietante está esse dia
    O sonho se evadiu,
    Restou para nós a desilusão.

    Há uma sensação forte de tragédia no ar
    A noite engoliu o meio-dia
    Tudo é silêncio…
    É um silêncio que incomoda e constrange.

    Carlos de Campos
    Foto por Lucas Pezeta em Pexels.com