Tag: poesía reflexiva

  • Leveza que nos conduz à tranquilidade



    Leveza que nos conduz à tranquilidade

    Olhe bem para mim.
    Para o meu destino.
    Olhe bem.
    Deitado, observe sua alma.

    Olhe para dentro de minha alma,
    espelho refletindo a tua alma.
    Deitado, observo você fazendo parte de mim,
    sentindo leveza e profundidade.

    Tua alma está em minha alma,
    em um fluxo para além,
    além de tua própria alma,
    dos desejos contidos.

    Leve como pena é como me sinto.
    Sinto uma tranquilidade além da tranquilidade.
    Deitado nos braços de minha dignidade,
    estou tranquilo.

    Estou tranquilo.
    Além dos meus desejos,
    estou como precisava estar,
    além de onde deveria estar.

    Nossas almas estão unidas,
    refletindo essa intensa alegria.
    Distantes de todo o ruído,
    estamos livres e tranquilos.

    Carlos de Campos
    Foto por Caitlin em Pexels.com
  • Sua desolação ofegante



    Sua desolação ofegante

    Os olhares do mundo estão atordoados,
    Perplexos pela ausência
    De qualquer resquício de esperança.
    Ausência silenciosa.

    Caem na face lágrimas
    De um dia triste,
    Sem qualquer atrativo,
    Só o estímulo do instante.

    São dias de muita tristeza,
    O ser já não aguenta mais existir.
    Existir se tornou enfadonho,
    Pandemia de uma mente doente.

    Não existe promessa.
    Não temos nada com o que festejar.
    Só a lamentação orienta.
    Existe quem não queira aceitar.

    Não existe um novo amanhã.
    Existe um novo tormento.
    Não existe um porto seguro.
    Deus sorri com ironia.

    Existo.
    No existir, adormeço.
    Na desolação, me esqueço.
    No esquecimento, eu existo.

    Carlos de Campos

    Foto por Ahmed akacha em Pexels.com