Existe um segredo entre o amor e o fim — e poucos conseguem vê-lo. Este poema revela a verdade que muitos ignoram nos relacionamentos: não basta amar, é preciso saber construir. Confiança, diálogo e maturidade emocional são mais raros do que parece. Ouça até o fim e descubra o que realmente sustenta um amor saudável.
Buscamos por relacionamentos estáveis usando critérios enviesados. Quem lança o alicerce de uma casa utilizando somente areia e água?
Com a intimidade é a mesma coisa: quem se lança em um relacionamento às cegas só porque a outra pessoa transmite bons sentimentos? Entre o amor e o fim, há muito mais em jogo do que apenas sentimentos.
Muito mais do que estabilidade ou uma boa química para o sexo — entre o amor e o fim, há muito mais química em jogo. Há muito material químico inflamável que pode equilibrar ou detonar.
Existe algo que vai além da estabilidade, seja qual for, dos desejos e anseios egocêntricos, do ato sexual bem performático — existe um segredo.
Vou revelar a vocês qual é esse segredo. O segredo é simples e, ao mesmo tempo, complexo. É ouro puro nas mãos de quem sabe usá-lo: o segredo é confiança e diálogo entre ambos os apaixonados.
“Preciso me dar um tempo” é um poema honesto, impactante e sensivelmente atual. Ele traduz, com lucidez e dor, o retrato de um sujeito contemporâneo esgotado pelas exigências do mundo, que encontra no próprio colapso uma chance de lucidez: cuidar-se antes que seja tarde.
Preciso me dar um tempo
Leveza de um destino entrelaçado Em uma busca sem desfecho Ironia É só o que encontro.
Os desafios são sem fim No auge, procurei desistir Sem saber que não estava no auge Só estava cansado.
Ir sempre além Mesmo estando cansado É como gostaria de pensar Só que a realidade me diz que ando esgotado.
Cansado… Estou aflito por sentimentos que não sinto Ir além… É ir de encontro com a morte.
Preciso me afastar do mundo Das pessoas que sabem de tudo É vital focar nas coisas que se passam em minha mente E parar de ser intransigente comigo.
Com urgência, preciso me cuidar Antes que seja tarde demais E eu venha a sucumbir Me desfazendo em partículas pelo asfalto.